terça-feira, julho 15, 2008

WILD (MODERADAMENTE) LIFE

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Não foi com o Clive Owen, afinal, mas foi fim de semana. O Mário regressou de férias, o que teve como consequência Jardim Zoológico e Panda do Kung Fu. Todo um programa! Agora que a minha amiga Olga (salvo seja) já deve ter ultrapassado a sua fase de part-férias compulsivas à beira mar plantadas (eu também tive a minha dose, e estava lindo, o mar azul da Arrábida) foi a minha vez de enfrentar essa instituição maravilhosa que também faz parte da nossa cultura e que se chama "visita-ao-Zoo-infestado-de-famílias-numerosas-em-fim-de-semana-de-verão".

Começa cedo, porque no aproveitar é que está o ganho. A fila tem já uns metros quando chegamos - e o Mário é madrugador! - mas avança rapidamente. Distribuem-se os primeiros tabefes do dia e assinalam-se os primeiros bonés perdidos ("Então tu não viste que o menino não tinha o boné, carago?! Pra que raio é que tu serves, homem?").

O pessoal que controla as entradas deve ter feito um estágio com as feras porque ataca os visitantes não só verbalmente como com murros nas divisórias de vidro quando os interlocutores não compreendem rapidamente mensagens tão concretas como: "É claro que os passes gratuitos têm de ser carimbados, ou acha que é entrar, passar os passes cá para fora e entrar mais gente com o mesmo passe?! Isso é que era bom!".

Nós não temos passe. O Mário ainda tem desconto e eu ainda não. O Jardim está resplandecente neste sábado azul. Os visitantes exultam com as graças dos símios, com o porte majestoso das feras, com a indiferença dos camelos, com a altitude das girafas. Na Quintinha as crianças podem mesmo tocar nos animais. O porco vietnamita tem muito êxito: "Já viste, parece o Gonçalves! Continuas benfiquista, ó Gonçalves?" As pachorrentas tartarugas oferecem a carapaça rugosa à curiosidade dos dedos pequenos: "Ruben Marcelo, tem cuidado, filho, que o animal não tem raçocíno!"

Chegada a hora do almoço é a corrida aos restaurantes a deitar por fora de gente, de gritos, de cadeirinhas de bebé maxi-confort, supermaxiconfort e outros rolls-royce da engenharia moderna. Comunicações nervosas pelos telemóveis estabelecem planos de ataque: "Ficas nessa, que eu fico aqui. O que arranjar mesa primeiro, apanha-a!".

Opção de recurso: MacDonalds. O Mário, virgem de Mac até há uma semana, já sabe: "Quero o happy-meal com o Panda!" Ele e mais algumas centenas. As avós servem para isso mesmo: transgredir onde o fundamentalismo materno esbarra. Ah, mas com sumo de laranja e maçã à sobremesa, claro!

Ao fim do dia, O Panda do Kung-Fu, agora no cinema de um centro comercial porque fim de semana não é fim de semana sem centro comercial. Toda a gente sabe, não é?

No domingo, Festival de Teatro de Almada com Peer Gynt em versão Berliner Ensemble. Mas isso já é outra conversa!

Claro que o Clive Owen vai ter de esperar. Uma mulher não é de ferro.

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4 comentários:

Ouriço disse...

Que giro o novo cabeçalho!!!!!!!!!!!
BJS

Ana Paula disse...

O Mário divertiu-se imenso, pelo que se vê!
Ser avó parece ser igualmente divertido...! :)

Eu também ficaria encantada com o tigre. E com tudo o resto, é claro!

Beijinhos para os dois.

M.Mec disse...

ouriço, obrigada! Também fiquei contente.
bjs

M.Mec disse...

É! Divertimo-nos bastante!
Beijinhos