quarta-feira, novembro 14, 2007

171. EM SERRALVES

ROBERT RAUSCHENBERG: Em viagem 70-7626 Out 2007 - 30 Mar 2008 - MUSEU DE SERRALVES


Ca' Pesaro (Veneziano) 1973 colecção do artista
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Esta exposição é a primeira grande apresentação em Portugal de obras do artista contemporâneo Norte-Americano, Robert Rauschenberg. A sua arte internacionalmente aclamada desafiou sucessivas gerações durante mais de 50 anos. Travelling ‘70-‘76 conta com 65 trabalhos produzidos pelo artista usando materiais simples e universalmente disponíveis tais como cartão e tecido. A exploração deste pouco conhecido grupo de obras torna possível redescobrir e situar este período de actividade no contexto da sua obra.
Comissariado: Mirta d'ArgenzioCo-Produção: Fundação de Serralves, Haus der Kunst, Munique (Alemanha) e Museu Donna Regina (Madre), Nápoles (Itália)
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(informação do Museu de Serralves)


“I don’t want a picture to look like something it isn’t. I want it to look like something it is. And I think a picture is more like the real world when it’s made out of the real world.”
“A pair of socks is no less suitable to make a painting with than wood, nails, turpentine, oil, and fabric.”
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Robert Rauschenberg in Susan Hapgood’s Neo-Dada, Redefining Art 1958-1962, p.18

Não só de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, David Hockney ou Richard Hamilton se fez a história da Pop-Art. Robert Rauschenberg partilhou com estes nomes a génese desse movimento artístico surgido nos anos 50, principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra, e que iria marcar a arte moderna e as gerações futuras.

Rauschenberg nasceu em 1925 e é autor de uma obra vastíssima, embora não tenha conhecido em Portugal a mesma divulgação dos outros nomes do movimento em que se integra. Daí que esta mostra, agora presente em Serralves, mereça toda a nossa atenção. Ela não será a mais significativa do trabalho de Rauschenberg, confinada como está a uma época muito específica, correspondendo a uma viragem na sua atitude perante a arte e a vida, momento de provocação divertida e de contestação de toda uma cultura ferozmente consumista. Contudo ela tem o grande mérito de chamar a atenção para o artista e despertar a vontade de conhecer melhor os outros momentos do seu percurso.


Durante dez anos Robert Rauschenberg foi designer residente da Merce Cunningham Dance Company. Minutiae (1954) foi a sua primeira criação para a companhia, como cenário para o espectáculo de dança contemporânea da Cunningham-Cage.

Entre 1976-78 uma importante retrospectiva da obra de Rauschenberg organizada pela National Collection of Fine Arts, de Washington, percorreu os Estados Unidos. O próprio autor nunca deixou de estar presente em inúmeras actividades, em todo o mundo, incluindo colaborações com artistas de diversos países e organização de workshops, numa actividade que viria a culminar na Rauschenberg Overseas Culture Interchange (ROCI) projecto que se realizou entre 1985 e 1991. Em 1997, o Guggenheim Museum de Nova Iorque expôs a maior retrospectiva do trabalho de Rauschenberg até hoje realizada, que visitaria vários países da Europa em 1998.

Vivendo desde 1970 na ilha de Captiva, Flórida, de onde sai sempre que a vida social o desafia (aqui acompanhado por Sharon Stone, numa fotografia de 2005), limitado pela doença que o obriga a deslocar-se em cadeira de rodas, Robert Rauschenberg mantém a vitalidade, o vigor e a originalidade que sempre marcaram a sua obra e continua a pintar e a influenciar a arte moderna.

1 comentário:

Ana Paula disse...

Ora, aqui está uma informação excelentemente apresentada!
Como já não devo ir até lá (estive para o fazer), agradeço muito, pois fiquei inteirada e com base na sua sugestão, tomei nota do artista como sendo bem interessante. Confesso que praticamente não conheço o seu trabalho. Vou preencher essa falha...
:) Beijinhos