quinta-feira, junho 25, 2009

O PORTO É LINDO!



Uma frase que se ouve frequentemente aos lisboetas é "Eu gosto do Porto. Gosto imenso do Porto." Mas, vá lá saber-se porquê, soa sempre um bocado a justificação implícita... "desculpem lá, mas a verdade é que eu até gosto...". E, no entanto, creio que a grande maioria é sincera. E não precisava do tom de justificação. Eu gosto do Porto. Também gosto de Paris, de Nova Iorque, do Rio e de São Paulo. Gosto muito de Goiás (que saudades!) e gosto de Barcelona, de Aix-en-Provence, de Sevilha e de sei lá quantos sítios mais. Gosto do Porto sem complexos e sem me justificar. Dizem "as pessoas são mais genuínas, mais autênticas; come-se melhor". Eu sei lá! Gosto do Porto porque me sinto bem no Porto. E pronto.

Agora uma experiência por que eu nunca passara era o São João no Porto! E desta vez, lá aconteceu.
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No início, tudo parece pacífico e normal. Promete festa, claro, mas sem glamour aparente. Nos Aliados monta-se uma enorme parafernália que irá acolher o(s) concerto(s). Pelas ruas montam-se as vendas de comida, bebida, alho porro e martelinhos. As roulotes das farturas ensaiam os acordes roufenhos do Quim Barreiros. E está calor, um calor um bocado abafado que, segundo me explicam, anuncia as "orvalhadas do São João". Eu não sabia, mas São João sem orvalhadas, não é São João. Não há brilho de sol nem azul de céu para fazer saltar os reflexos de prata das sardinhas. Mas por baixo de tudo isto, germina a noite de São João. Adivinha-se, rente ao chão, a agitação que começa a fermentar. A tarde vai avançando e o sol rompeu, o ar agita-se com uma brisa afável e a respiração da cidade começa a sentir-se mais agitada, num frémito de antecipação.
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Os barcos parecem cavalos impacientes à espera de entrar na arena, resfolegam um pouco e lançam de quando em quando um aviso sonoro, raspando as águas tranquilas do cais.
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É já passando debaixo das 4 pontes que vemos o sol desaparecer e a noite soltar-se em milhares de luzes, em cores, em sons de festa, em música. De um lado e do outro do rio são aos milhares as pessoas que acenam e aos milhões os martelinhos que fustigam o ar com gestos de marionetas. Cheira a mangerico e a sardinha assada. É Junho em Portugal. Os risos são despreocupados e abertos, os cumprimentos desinibidos e risonhos, o sotaque do Norte contagia-nos com a sua abertura e franqueza.
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E depois chega a meia noite. E o céu explode em fogo de estrelas, cascatas, flores de luz que se abrem, vermelho, verde, azul, dourado, branco. A explosão parece não ter fim, ensurdece-nos o estrondo dos morteiros. Todos os olhos estão voltados para o céu, em festa, crianças de novo, por uns momentos, num deslumbramento que por muitas vezes que se repita nos põe sempre a alma em festa. As máquinas fotográficas disparam feitas loucas, sem conseguirem captar o momento mágico, demasiado efémero, mas aproximando-se muito. Os telemóveis, de mais ou menos moderna geração, andam numa roda viva ansiosa. "Ali, olha ali!". "Estás todo desenquadrado... dá cá... assim, com o fogo atrás!". "Apanhaste aquela grande, vermelha?". "Vê-se alguma coisa?". E por todo o lado, como se nos fosse devorar, a explosão de luz e cor.


De repente, os últimos morteiros anunciam o fim.

Continua a música, os martelinhos não têm descanso. Arrefeceu quando o fogo se calou. Há quem se retire para o interior do barco: um casal num banco lá ao fundo que nem deu pelo fogo (pelo menos pelo de artifício); as crianças que recolhem às mão-cheias martelinhos abandonados; a senhora que zela pelos mangericos de quadras caprichadas. Os milhares de silhuetas ao longo dos cais recortam-se em danças endemoinhadas, contra a luz de fogueiras imaginadas. O Santo só pode estar feliz, com "os seus caracóis loiros e o cordeirinho ao pé".
Atracamos ao cais. O Porto vibra de São João em cada milímetro quadrado.
Gosto do Porto.
(As fotos são minhas e do Lauro António. Difícil dizer quais as de quem, mas tudo bem.)
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sábado, junho 20, 2009

SÃO JOÃO, SÃO JOÃO, DÁ CÁ UM BALÃO PARA EU BRINCAR

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Foto: Blog de João Quintino: http://www.sabugibyjq.zip.net/
Com os devidos agradecimentos, uma imagem que acabei de roubar e que, creio, vem do Brasil. Mas fica a promessa de uma alegria mais portuense para breve! Vivó Porto, carago!
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sábado, junho 13, 2009

A MARCHA É LINDA!!!

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Vem daí menina
Tua marcha é esta
Num balão aceso
Lisboa é uma festa
Vem daí rapaz
Não marches à toa
E traz um amigo
Que queira contigo
Abraçar Lisboa
Letra: José Reza / Joaquim Isqueiro
Música: José Reza







sexta-feira, junho 12, 2009

VIVA O SANTO ANTÓNIO!

foto do cabeçalho de LuPan59 (no Flickr)
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.Tudo tem o seu lado positivo. Há vários anos que não passava o Santo António em Portugal, isto sempre por uma boa causa, é verdade. Este ano as coisas saíram do que estava previsto, mas passar o Santo António em Lisboa é uma alegria! Um bom Santo António para todos, com tudo a que têm direito: sardinhas, mangericos, pimentos, arraial, marchas e, acima de tudo, muita saúde. Milagres? Talvez. Pelo sim, pelo não fica aqui a fórmula (dizem que é infalível...)

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quarta-feira, junho 03, 2009

SWEET TASTE OF BLOOD

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ilustração retirada de um "Drácula" vintage

Uma das actividades a que me dedico e que me dá um especial prazer, apesar dos fracos rendimentos, é a leitura de livros para "adolescentes e jovens adultos", para uma editora, dando depois um parecer acerca do interesse ou não da sua publicação.
E o que vos posso dizer é "Tenham medo, tenham muito medo!". Os vampiros atacam em todas as frentes. De há uns tempos para cá, não há livro que não conte uma história de vampiros, de mortos-vivos ou afins. Sou admiradora do género. Gosto dos velhos Dráculas vintage, Bela Lugosi, e o príncipe dos príncipes, Christopher Lee. Gosto do Gary Oldman no "Drácula de Bram Stoker", e gosto do trio Pitt/ Cruise/ Banderas, do Coppola.
Tem sido uma constante na literatura e no cinema o tema erótico da ferradelazinha no pescoço. Mas agora estamos a assistir a uma verdadeira pandemia! Nos tops das livrarias, em Portugal ou sem ser em Portugal, entre os 5 primeiros lugares, 4 são histórias de vampiros ou semelhantes.
Na literatura juvenil o fenómeno é idêntico. Stephenie Meyer domina. O vampiro adolescente, charmoso e sedutor é a nova galinha dos ovos de ouro. E muitos mais se encontram na incubadora, prontos a partirem para novos voos. O mais interessante? É que até são bem escritos, na sua maioria. Beberam nos clássicos e assimilaram bem. O sangue fresco corre-lhes nas veias. O género está vivo e bem vivo.
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E agora o Jack Bauer, que não vem nada a propósito, mas apeteceu-me.
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segunda-feira, junho 01, 2009

E PUR VOLA

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Foto APC
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O que há em mim é sobretudo cansaço

Não disto nem daquilo,

Nem sequer de tudo ou de nada:

Cansaço assim mesmo, ele mesmo,

Cansaço.


A subtileza das sensações inúteis,

As paixões violentas por coisa nenhuma,

Os amores intensos por o suposto alguém.

Essas coisas todas -

Essas e o que faz falta nelas eternamente -;

Tudo isso faz um cansaço,

Este cansaço,

Cansaço.


Há sem dúvida quem ame o infinito,

Há sem dúvida quem deseje o impossível,

Há sem dúvida quem não queira nada -

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:

Porque eu amo infinitamente o finito,

Porque eu desejo impossivelmente o possível,

Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,

Ou até se não puder ser...


E o resultado?

Para eles a vida vivida ou sonhada,

Para eles o sonho sonhado ou vivido,

Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...

Para mim só um grande, um profundo,

E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,

Um supremíssimo cansaço.

Íssimo, íssimo. íssimo,

Cansaço...


Álvaro de Campos
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sábado, maio 30, 2009

ESTAVA A MERECER

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Pois é, o "Detesto Sopa" já recebe críticas e é acusado de mais-do-que-preguiça. É uma facto e alguém tinha de me chamar a atenção para isso.
Isto já não é um blog, é velho apeadeiro desactivado com os carris cobertos de erva.
É claro que há razões para isso, umas verdadeiras e outras assim-assim, mais desculpas de mau pagador. O irmão dele, então, "dia de preguiça" ainda tem sido maior vítima desta crise em várias frentes.
Estava a merecer um puxão de orelhas!
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CORAÇÃO


O coração bate, às vezes bate demais e depois, às vezes quase pára. E questiona-se tudo. E perguntamo-nos onde estão as coisas. Quais coisas? As que nem nome têm, de tão certas. E as palavras, as estúpidas das palavras, inúteis, desbotadas, desajustadas, como fatos apertados e fora de moda. Julgávamos que as palavras estavam subentendidas e eternas, a desempenhar o seu papel, no seu lugar no sofá da sala quando chega a hora de acender a luz e ligar a tv.

E depois dizes-me que não, meu amor, que afinal as palvras eram outras. E que remédio tenho eu senão acreditar.

domingo, março 29, 2009

FOI O FAMAFEST 2009

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A notícia já vem um bocado tardia, mas a verdade é actual: o Famafest 2009 foi excelente! Bem sei que a minha opinião pode parecer um pouco parcial, mas os resultados não me deixam mentir. Salas cheias, dois magníficos concertos, uma excelente selecção de filmes, homenagens a nomes grandes da nossa cultura, trabalhos a concurso magníficos, juris de grande qualidade, premiados felizes. Para ver um pouco mais, é ir até ao Dia de Preguiça, onde ficam mais algumas imagens.


O PÚBLICO


AS HOMENAGENS



Luis Miguel Cintra

Suzana Borges

Mário Cláudio

Carlos do Carmo


Laura Soveral


OS PREMIADOS


Prémio Ficção Jovem
“Cântico Negro”, de Hélder Magalhães (Portugal)

Grande Prémio do Famafest
“O Clube da Calceta”, de Antón Dobao (Espanha, Galiza)

sexta-feira, março 13, 2009

E AGORA, BANDIDA?

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O Secretário de Estado do Interior da administração Obama, Ken Salazar, não aprovou a classificação do lobo cinzento como espécie em vias de extinção. Esta medida deixa sem protecção milhares de lobos, que ficam assim sujeitos a uma caça brutal, nos oito estados onde se encontra o seu habitat natural.
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quarta-feira, março 04, 2009

O GUIA DOS TEATROS E A BARRACA CONVIDAM...

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Uma boa iniciativa, esta. Quando a crise faz apertar as carteiras, o Guia dos Teatros leva os seus leitores ao teatro, de borla! A não perder. Basta estar atento ao Guia e ser rápido na resposta. Consta que Peça para Dois é só um princípio - aliás um bom princípio: um excelente texto de Tennessee Williams, pouco conhecido, numa boa versão portuguesa e com dois bons actores - mais teatros vão associar-se a esta iniciativa. Esteja atento!
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terça-feira, fevereiro 24, 2009

OSCARS 2009. PARABÉNS!

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Vi a cerimónia e gostei. Muito. Hugh Jackman à altura.
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Eu sei que a minha opinião não tem grande influência na Academia, mas estes são os meus Oscars 2009!
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E esta a minha grande frustração.
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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

BAMBU: ECOALTERNATIVA AO ALGODÃO?

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O bambu, que merece já as preferências dos praticantes de ioga e dança devido à sua textura muito macia, maleável e fresca, chegou recentemente à moda como uma alternativa sustentável ao algodão.
Efectivamente, o bambu, como planta, é muito sustentável, devido ao seu crescimento rápido e ao facto de não necessitar de voltar a ser plantado depois de ceifado porque a sua raíz se estende por uma área grande, fazendo continuamente brotar novos rebentos. Para além destas vantagens, o bambu é um pesticida natural, pelo que não necessita de toxinas adicionais, tendo também propriedades naturais anti-bacterianas.
Dir-se-ia, portanto, que a fibra de bambu é ideal para a roupa: leve, extremamente agradável, suave ao toque e naturalente fresca. Contudo, a questão não é tão pacífica quanto se poderia pensar, já que a transformação da polpa em fio passa por um processo que não está isento de perigos, pelo menos quando se opta pelo processo químico. Já o processo mecânico não apresenta esse tipo de problema, mas torna-se mais trabalhoso e dispendioso.
Por outro lado, a crescente procura do bambu na moda levou já a um desbaste de grandes áreas de floresta para as transformar em plantações de bambu, para além de que o transporte dessas cargas para as fábricas contribuir também para a poluição global.
Portanto, embora o bambu possa ser considerado francamente sutentável, ele não é inteiramente orgânico. Apesar de tudo, a roupa de bambu pode ser considerada bastante mais amiga do ambiente do que o algodão e uma importante alternativa para a indústia textil. Para além de ser realmente uma fibra incrivelmente agradável para vestir.
(in Care2 Newsletter)
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sábado, fevereiro 21, 2009

PALMIRA É UMA OVELHA MUITO COMILONA

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A Palmira tem um grave problema de obesidade. Nada que não se resolva com bom senso e uma ajuda dos amigos, que são aquelas pessoas... bom, aquelas criaturas que estão presentes e atentas exactamente naqueles momentos em que mais precisamos delas.
O texto é de Elizabeth Perestrelo e as imagens do João Concha. O livro é encantador e tem toda a razão de ser nesta época em que tanto se fala no problema da obesidade infantil.
Palmira, a Ovelha Comilona é um livro que tem o enorme mérito de ser suficientemente simples e claro para ser compreendido pelos mais pequenos, mas ao mesmo tempo de ser suficientemente fixe para agradar aos mais crescidinhos. É que Palmira, a Ovelha Comilona fala de coisas muito importantes na vida de todos nós e fala com palavras de todos os dias e sem falsos moralismos.
Quanto ao trabalho do João Concha, creio que basta olhar para a Palmira para ficarmos rendidos. Incondicionalmente.
Um presente que vem mesmo a calhar para as meninas e meninos que são demasiado amigos de pipocas, batatas fritas, chocolates, hamburgers e que trocam uma boa brincadeira ao ar livre por doses indigestas de playstation e televisão.
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PORTUGAL. MANUAL DO UTILIZADOR #1

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Portugal é um país magnífico, só que às vezes é preciso conhecer alguns truques para se fruir devidamente de tudo o que ele tem para nos oferecer. Esta série hoje aqui iniciada tem como objectivo tornar mais inteligível uma certa lógica que por vezes nos escapa. Vale a pena tentar.

Objectos perdidos (ou roubados e depois "perdidos" pelos gatunos) têm sítio próprio onde os seus legítimos proprietários se podem dirigir e onde, com alguma sorte, os poderão recuperar. Na esperança de recuperar uma carteira desaparecida, dirigir-me,portanto, a essa seccção de Achados que, segundo informação de um taxista prático nestas lides, fica na PSP dos Olivais. "É só seguir as placas, está lá indicado".
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Chegada, portanto, aos Olivais e deparando-me com uma placa a indicar PSP, avancei, confiante. Volta à esquerda, nova placa, volta outra vez e lá está. PSP: uma fachada discreta mas bonitinha, com azulejos a recordar serviços públicos do meio do século passado, logotipo de PSP em azul e dourado, portinha pintada de verde. Aproximei-me. Porta fechada. "Atendimento ao Público: desça a escadinha de ferro à sua direita, atravesse a praceta, desça as escadas de pedra, contorne o muro e dirija-se à recepção" (não serão as palavras exactas, mas a informação é essa). Estacionámos o carro num lugar não excessivamente legal, sob o olhar desconfiado de um agente e lá descemos os dois lances da escada de ferro. Chegados à praceta, deparámos com uma igreja adventista (creio), umas portas largas sem identificação, mas nada que nos anunciasse a PSP. Faltava, contudo, descer os três lances da escada de pedra e então, sim, uma vasta área de estacionamento ocupada por carrinhas azuis indicou-nos que estavamos no bom caminho. Efectivamente faltava mais uma rampazinha e lá estava a recepção. "É aqui os Achados?" Não, não era, afinal devíamos ter seguido as placas que diziam PSP Achados e não as que diziam PSP apenas. "É já ali. Contornam a praceta, voltam à esquerda, de novo à esquerda e é uma casinha baixa com um toldo azul. Mas olhe que fecham ao meio dia e meia!" O relógio marcava 12 horas e 23 minutos. Não parecia tarefa impossível. Bastava subir a rampazinha, galgar os três lances da escada de pedra, atravessar a praceta, subir os dois lances da escada de ferro, recuperar a viatura (mal) estacionada, descer, seguir as placas "PSP Achados" e alcançar o toldo azul, em sete minutos. Eram exactamente doze horas e trinta minutos quando estacionámos em frente da porta, aberta, no exterior da qual três homens conversavam. Olharam para nós, viram-nos sair do carro e um deles abandonou apressadamente os companheiros e dirigiu-se para o interior, fechando rapidamente a porta. Uf! por pouco! "Fecha ao meio dia e meia, para almoço." Fiz menção de me dirigir ainda à entrada, embora com poucas esperanças: "Mas... era só..." "Agora só à uma e meia. É a hora de almoço."

Está certo. Meio dia e meia é meio dia e meia, não é meio dia e trinta e um. Uma hora para almoçar. Não se pode dizer que dê para um lauto banquete, é um facto. A carteira? Não faço ideia. Talvez afinal fazer uma segunda via dos documentos não seja assim tão complicado quanto parece!
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sábado, fevereiro 14, 2009

NINGUÉM DISSE QUE ERA FÁCIL*

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Johnny Guitar - How many man have you forgotten?
Vienna - As many woman as you've remembered.
J.G. - Don't go away.
V. - I haven't moved.
J.G. - Tell me something nice.
V. - Sure. What do you want to hear?
J.G. - Lie to me. Tell me all these years you've waited. Tell me.
V. - All these years I've waited.
J.G. - Tell me you've died if I hadn't come back.
V. - I would have died if you hadn't come back.
J.G. - Tell me you still love me like I love you.
V. - I still love you like you love me.
J.G. - Thanks. Thanks a lot.


* São Valentim sem brindes, promoções, talões ou descontões.
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

ECOCRIATIVIDADE

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Reciclar também pode passar por transformar os resíduos em arte. Assim o entendeu o artista plástico Jean-Luc Cornec e o Museu de Comunicações de Frankfurt. Os materiais utilizados neste rebanho são exclusivamente telefones fora de uso.
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sábado, janeiro 31, 2009

PRÉMIO LITERÁRIO SÓ PARA GIGANTES

.. Haruki Murakami foi o escritor galardoado com o Prémio Jerusalém 2009.
O Prémio Jerusalém, que é atribuído de dois em dois anos, no âmbito da Feira do Livro de Jerusalém, tem como objectivo distinguir um escritor cuja obra seja especialmente representativa dos valores da liberdade e das interligações do homem com a sociedade e a política. Trata-se de um dos mais prestigiantes galardões de todo o mundo, instituído em 1963, que foi já atribuído a autores como Bertrand Russell, Susan Sontag, Jorge Semprun, Mário Vargas Llosa, Graham Greene, Simone de Beauvoir ou Arthur Miller.

Murakami, que raramente aceita estar presente em actos públicos, irá a Jerusalém receber o prémio, que lhe será entregue na Feira do Livro.

foto Público
Em 2005 este mesmo Prémio Jerusalém foi atribuído a António Lobo Antunes.
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segunda-feira, janeiro 26, 2009

SERÁ QUE O CINEMA PORTUGUÊS AGUENTA?

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Cuidado! É possível que estreie brevemente num cinema perto de si.
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"Esqueça tudo o que ficou para trás! Este filme marca a grande viragem no cinema português." Já ouvimos isto várias vezes. Curiosamente, costuma vir associado a um filme bastante mau, idependentemente do seu relativo sucesso (ou insucesso) de bilheteira. Desta vez a coisa atingiu as raias do surrealismo (com as devidas desculpas ao verdadeiro, ao genuino). Não sei se o cinema português aguentará muito mais viragens destas. Começa já a parecer um frango sem clientela, a perder o gosto e o suco, tantas as voltas que dá.

Apesar de termos já sido brindados com vigorosas críticas de doutos especialistas, com as quais concordo linha por linha, vírgula por vírgula, hoje apetece-me dar a minha visão da obra. Afinal uma obra aberta, que permite uma second life, permite uma second opinion. Tal como no filme, é igual à primeira, but who cares!

Então o filme conta a história de um grupo de modelos, giros, modernos e elegantes, que se reunem numa casa com piscina. Numa noite, bebem, discutem, snifam sem critério, lambem-se mútua e indiscriminadamente e um deles vai parar à piscina. De borco. Então eles viram-no de barriga para cima (é essa a grande viragem no cinema português!) e como ele parece que está morto, estão-se todos nas tintas e resolvem esperar até ser dia - sem desmanchar as poses - que o Malato venha fazer uma perninha como GNR (ou similar) e, com dois amigos porreiros, gnrs (ou similares) também, darem mais uma viragem no caso. Então ficamos a saber que não houve crime nenhum (ninguém tinha dito que havia, também!) e que o moço (polaco, creio, com aquele ar abatido que se pode apreciar no cartaz) sofria do coração. E pronto! Se calhar não tomou os comprimidos, o que não admira nada porque estavam escondidos numa caixa secreta, que me parece o lugar ideal para guardar comprimidos. E então vai tudo embora, na maior, porque já atingiram uma metragem que parece satisfazer o realizador(???).

Lá pelo meio há uns actores que fazem umas figurações especiais, não relevantes, mas foi giro, foi mais pelo convívio - e fica bem na ficha técnica. Agora bom, bom, foram as viagens a Itália para filmar umas quantas cenas absolutamente dispensáveis à compreeensão (??) da obra, mas que sempre servem de justificação para falarem um bocado de italiano, à mistura com o resto - ah, porque, já me esquecia de dizer, eles falam ora em português, ora em inglês. Todos. Indiscriminadamente. Ao calhas. É por isso que é a second life, senão na volta era a segunda vida, sabe-se lá.

Se quiserem esqueçam tudo o que já viram, mas uma coisa é imperiosa: esqueçam este filme. Faz mal à saúde, polui o ambiente, aumenta o buraco do ozono, polui os rios e oceanos, mata espécies em risco de extinção, dá-nos cabo da paciência.

E tenham medo, muito medo: pode sempre haver uma segunda vida!
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sábado, janeiro 24, 2009

VOTE, NÃO FIQUE DE FORA!

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Como aconteceu no ano passado, o Guia dos Teatros vai este ano atribuir os Prémios de Teatro Guia dos Teatros, referentes ao ano de 2008. A entrega terá lugar em Maio de 2009, numa cerimónia que, a avaliar pela do ano passado, vai concentrar no Museu do Teatro os nomes maiores da cena portuguesa.
Aqui fica a papinha toda feita para votarem no vosso actor/actriz preferido, na peça, no encenador, enfim, em tudo o que faz do teatro aquele espectáculo capaz de nos deslumbrar e de ficar na nossa memória para sempre.
É fácil: façam o download do boletim de voto aqui e enviem as nomeações para o mail entrarempalco@entrar-em-palco.pt .
O quê? Não viram muito teatro? Não faz mal: o que viram deixou certamente marca e merece o vosso voto.
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quinta-feira, janeiro 22, 2009

http://www.one.org CONTRA A POBREZA NO MUNDO

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To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.

Barack Obama
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terça-feira, janeiro 20, 2009

SAIU-ME O EUROMILHÕES!

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Não, infelizmente não saiu. Mas também não estava à espera, até porque não joguei.
De qualquer forma, agora que já refrearam aquele primeiro impulso de me enviarem os vossos NIBs, podem aproveitar o balanço para VOTAR nos Prémios de Teatro do Guia dos Teatros.

O Teatro e todos aqueles que vivem e lutam pelo Teatro merecem!