No Porto, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Lauro António apresenta "Invicta Filmes", ciclos de cinema clássico.
Toda a informação em invictafilmes.blogspot.com.
Em tempos muito recuados e de recordações que misturam a inocência de todas as descobertas com os tons cinzentos e pesados da ausência de liberdade e de justiça, o "10 de Junho" era o "dia da raça" e as meninas e meninos de todo o país desfilavam, "cantando e rindo", com a farda da Mocidade Portuguesa, no Estádio Nacional. Se alguém da auto-designada "geração à rasca" ler estas palavras, achará certamente que me estou a referir a um outro país, a um outro planeta ou mesmo a uma outra galáctica. Mas não, é mesmo verdadinha! Depois a designação foi sofrendo várias alterações e o dia passou a homenagear Portugal, Camões e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. 

E, após esta introdução, posso passar ao tema deste post. O Cisne Negro.
O Cisne Negro é a história de uma antiga bailarina que abandonou a carreira para ser mãe. Tendo desistido da sua vida, profissional e pessoal, pela filha, cobra desta esse preço, com pesados juros, exigindo que ela seja a melhor, a mais famosa e deslumbrante bailarina de sempre, nem que para tal tenha de sacrificar toda a sua existência, sem concessões nem desfalecimentos. Afinal não foi isso que ela própria fez? Pois então está na altura de a filha a compensar pela vida que ela perdeu. No final, a mais completa felicidade ilumina o rosto da mãe, embriagada pelo estrondoso sucesso, no meio de uma plateia em delírio, mesmo que o preço seja a vida da filha, consagrando a glória a que ela própria se considerava com direito.
História velha como o mundo. No cinema vem já desde Belíssima, obra-prima de Visconti, passando por alguns outros títulos, em diversas cinematografias. Na vida real ela vem aparecendo cada vez mais, fruto dos programas de ídolos e afins. Velha como o mundo, mas, se considerarmos os amores e ódios que o filme provoca, capaz de despertar muitas paixões contraditórias.
Mãe castradora e doentiamente controladora, a antiga bailarina conduz rapidamente a filha a um estado de esquizofrenia grave, com desdobramento de personalidade e instintos auto-mutiladores. (O recurso constante aos espelhos para reforçar esse desdobramento de personalidade é um “cliché”, aqui bem enquadrado pela necessidade dos espelhos como ferramenta de trabalho.) Sempre dentro de casa, no seu luto negro pela vida perdida, ela concentra toda a sua energia em conservar intacto e virginal o casulo em que a filha é impedida de crescer e vigia no seu corpo, nos seus gestos, nas suas alterações de humor, nos seus gostos e apetites qualquer indício que a possa colocar na pista de uma eventual tentativa de fuga da caixinha de música onde ela dança, sem descanso, um eterno Lago dos Cisnes.
Mas, apesar da vigilância apertada, a filha escapa-se. E quando o faz é em explosão total. Incapaz de lidar com um mundo que a mãe tornou tabu, ela vai esbarrar fatalmente contra todos os espelhos que encontra no seu caminho – os de vidro e os humanos –, com consequências dramáticas. A multiplicidade de rostos – rostos com máscaras, rostos auto-mutilados, rostos transfigurados pelas drogas, pelo álcool, pela luxúria – é como uma galeria de fotografias do seu próprio rosto, que ela reconhece para logo de seguida recusar. 
E o que fica, de uma vida destroçada em mil lascas de espelho? A perfeição finalmente atingida. O rosto finalmente iluminado da antiga bailarina, agora liberta da sua rival de toda a vida.
Não é esta a história? Não? É a história de Nina, uma bailarina que...? Sintam-se, então, à vontade para contar a vossa versão.
A mim, o filme deixa-me bastante indiferente. Nem “Mata! Mata!”, nem “Oscar! Oscar!”. Mas é uma simples opinião de espectadora de cinema. Pouco importante. Aos especialistas a tarefa de se pronunciarem sobre aspectos mais específicos.Por mim, este ano os Oscars ficavam para o Acumulado, para o próximo ano.



As 400 esculturas, em cimento, foram baseadas em pessoas reais - na maioria mexicanos comuns - que foram transformadas em esculturas submarinas para dar abrigo à vida marinha. A composição química e o acabamento em cimento das esculturas promove a colonização da vida marinha, que com o tempo vai cobrir as esculturas em cores diferentes. Quando isso ocorrer, o artista vai perder o 'controle estético' sobre a sua obra, que ficará a cargo da vida marinha. Os modelos vivos usados por DeCaires vão desde uma freira de 85 anos, até a uma criança de 3 anos.
O Parque Nacional Marítimo e a Associação Náutica de Cancún vão convidar outros artistas para contribuir para o museu submarino que se deverá transformar numa forte atracção turística, desviando o fluxo de visitantes dos bancos de corais que se encontram sujeitos a grande desgaste.
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