segunda-feira, fevereiro 14, 2011
14 DE FEVEREIRO
domingo, fevereiro 13, 2011
O CISNE NEGRO

Como qualquer história, a do Capuchinho Vermelho pode ser contada sob diversas perspectivas. Versão 1: é a história de uma sénior que estava recolhida no seu leito, adoentada, quando foi barbaramente devorada por um lobo esfomeado que entrou pela porta dentro. E isto porque a tonta da neta da senhora deu conversa ao primeiro que lhe apareceu pelo caminho e disse que a avó estava de cama e sózinha. Versão 2: é a história de um lobo que acabava de se banquetear com uma lauta refeição já um bocadinho fora do prazo quando um caçador intempestivo, sem querer ouvir argumentos, tipo Jack Bauer, resolveu fazer justiça. Versão 3: é a história de um corajoso caçador que põe fim à agonia de uma indefesa velhinha, libertando-a da barriga de um perigoso assaltante disfarçado de lobo mau. E ainda se arranjavam mais umas versões, mas já chega.
E, após esta introdução, posso passar ao tema deste post. O Cisne Negro.
O Cisne Negro é a história de uma antiga bailarina que abandonou a carreira para ser mãe. Tendo desistido da sua vida, profissional e pessoal, pela filha, cobra desta esse preço, com pesados juros, exigindo que ela seja a melhor, a mais famosa e deslumbrante bailarina de sempre, nem que para tal tenha de sacrificar toda a sua existência, sem concessões nem desfalecimentos. Afinal não foi isso que ela própria fez? Pois então está na altura de a filha a compensar pela vida que ela perdeu. No final, a mais completa felicidade ilumina o rosto da mãe, embriagada pelo estrondoso sucesso, no meio de uma plateia em delírio, mesmo que o preço seja a vida da filha, consagrando a glória a que ela própria se considerava com direito.
História velha como o mundo. No cinema vem já desde Belíssima, obra-prima de Visconti, passando por alguns outros títulos, em diversas cinematografias. Na vida real ela vem aparecendo cada vez mais, fruto dos programas de ídolos e afins. Velha como o mundo, mas, se considerarmos os amores e ódios que o filme provoca, capaz de despertar muitas paixões contraditórias.
Mãe castradora e doentiamente controladora, a antiga bailarina conduz rapidamente a filha a um estado de esquizofrenia grave, com desdobramento de personalidade e instintos auto-mutiladores. (O recurso constante aos espelhos para reforçar esse desdobramento de personalidade é um “cliché”, aqui bem enquadrado pela necessidade dos espelhos como ferramenta de trabalho.) Sempre dentro de casa, no seu luto negro pela vida perdida, ela concentra toda a sua energia em conservar intacto e virginal o casulo em que a filha é impedida de crescer e vigia no seu corpo, nos seus gestos, nas suas alterações de humor, nos seus gostos e apetites qualquer indício que a possa colocar na pista de uma eventual tentativa de fuga da caixinha de música onde ela dança, sem descanso, um eterno Lago dos Cisnes.
Mas, apesar da vigilância apertada, a filha escapa-se. E quando o faz é em explosão total. Incapaz de lidar com um mundo que a mãe tornou tabu, ela vai esbarrar fatalmente contra todos os espelhos que encontra no seu caminho – os de vidro e os humanos –, com consequências dramáticas. A multiplicidade de rostos – rostos com máscaras, rostos auto-mutilados, rostos transfigurados pelas drogas, pelo álcool, pela luxúria – é como uma galeria de fotografias do seu próprio rosto, que ela reconhece para logo de seguida recusar. 
E o que fica, de uma vida destroçada em mil lascas de espelho? A perfeição finalmente atingida. O rosto finalmente iluminado da antiga bailarina, agora liberta da sua rival de toda a vida.
Não é esta a história? Não? É a história de Nina, uma bailarina que...? Sintam-se, então, à vontade para contar a vossa versão.
A mim, o filme deixa-me bastante indiferente. Nem “Mata! Mata!”, nem “Oscar! Oscar!”. Mas é uma simples opinião de espectadora de cinema. Pouco importante. Aos especialistas a tarefa de se pronunciarem sobre aspectos mais específicos.Por mim, este ano os Oscars ficavam para o Acumulado, para o próximo ano.
domingo, novembro 07, 2010
A EVOLUÇÃO SILENCIOSA



As 400 esculturas, em cimento, foram baseadas em pessoas reais - na maioria mexicanos comuns - que foram transformadas em esculturas submarinas para dar abrigo à vida marinha. A composição química e o acabamento em cimento das esculturas promove a colonização da vida marinha, que com o tempo vai cobrir as esculturas em cores diferentes. Quando isso ocorrer, o artista vai perder o 'controle estético' sobre a sua obra, que ficará a cargo da vida marinha. Os modelos vivos usados por DeCaires vão desde uma freira de 85 anos, até a uma criança de 3 anos.
O Parque Nacional Marítimo e a Associação Náutica de Cancún vão convidar outros artistas para contribuir para o museu submarino que se deverá transformar numa forte atracção turística, desviando o fluxo de visitantes dos bancos de corais que se encontram sujeitos a grande desgaste.
imagens do site do autor
sábado, outubro 30, 2010
CINEECO 2010. O ENCERRAMENTO
O CineEco homenageia os realizadores portugueses presentes.
Lisandro Nogueira, Director do FICA, de Goiás (Brasil), saúda Seia, cidade geminada com Goiás através dos 2 festivais de cimema de ambiente.
O CineEco saúda os actores portugueses presentes.
CINEECO 2010. O JÚRI INTERNACIONAL
Io Apoloni, porta-voz do Júri Internacional.
Sean Walsh recebe o Prémio Valorização de Resíduos, com "Efeito Reciclagem".
Grande Prémio Cineeco 2010 para "Into Eternity", de Michael Madsen (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Itália).
CINEECO 2010. OS JÚRIS
Júri das Extensões do CineEco - CineEco em Movimento (Silvina Pereira, Cristina Andrade Gomes e Carolina Leão).
Júri da Lusofonia (Amândio Silva, João Pereira Bastos, Licínia Girão, Ana Bilbao, Herman Mertens e Cristiano França Lima).
CINEECO 2010 III
CINEECO 2010 II
sexta-feira, outubro 29, 2010
terça-feira, setembro 28, 2010
GUSTAVO
sexta-feira, setembro 24, 2010
HOJE NO PORTO
terça-feira, setembro 21, 2010
OPÇÕES DE VIDA
segunda-feira, setembro 20, 2010
PARA QUEM TEM TEMPO LIVRE E GOSTAVA DE SER ÚTIL
O trabalho voluntário tem-se tornado um importante factor de crescimento das ONG. É graças a ele que, em todo o mundo, muitas ações da sociedade organizada têm suprido o fraco investimento ou a falta de investimento governamental em educação, saúde, lazer etc. Uma forma de trabalho voluntário que ocupa hoje os tempos disponíveis de milhões de pessoas é a computação voluntária, que consiste em instalar sistemas nos PC's próprios, para colaborar em projectos científicos e de utilidade social.O trabalho voluntário, ao contrário do que pode parecer, é exercido de forma séria e muitas vezes necessita de especialização e profissionalismo. Áreas como hospitais, clínicas, escolas, prisões, lares de terceira idade, etc precisam do auxílio de profissionais formados em várias áreas.
quarta-feira, setembro 15, 2010
CITANDO OS CLÁSSICOS VII
segunda-feira, setembro 06, 2010
ONTEM NA "PÚBLICA"
domingo, setembro 05, 2010
O CONSELHO MAIS IMPORTANTE

sexta-feira, setembro 03, 2010
POSTAIS DE PORTUGAL - PORTO
Estava bonito, o Porto. A luz começa já a anunciar o Outono, com temperaturas de Verão. Uma combinação agradável.


