terça-feira, novembro 04, 2008

HOJE: OBAMA vs McCAINE

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"O mais grave no nosso tempo não é não termos respostas para o que perguntamos - é não termos já mesmo perguntas." - Vergílio Ferreira


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sábado, novembro 01, 2008

O INVERNO NA SERRA

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Linhares. A peregrinação anual aos lugares de Vergílio Ferreira e da Manhã Submersa. Um verdadeiro frio da Serra, este ano. Penetrante, carregado do gelo que por aí há-de vir. Deslumbrantes as paisagens, ásperas, duras, de pedra que ganha insuspeitada leveza na ânsia de arranhar as nuvens. Dura também a vida de quem ainda hoje continua a escavar o dia a dia no meio desta natureza que parece reclamar o seu direito à solidão e ao isolamento.
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terça-feira, outubro 07, 2008

RODRIGO LEÃO NA ABERTURA DO CINEECO

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É só o primeiro de muitos motivos para ir ao CineEco 2008 - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente. É já no dia 18 e vai até 25. E vai ser muito bom. Em Seia - na Serra da Estrela. Venha daí! Já imaginou o prazer de admirar a serra nesta altura do ano; apreciar o melhor queijo do mundo (disseram-me e eu acredito!); conviver com pessoas fantásticas; ver (e ouvir) o Rodrigo Leão... e ver uma selecção excepcional do melhor que se faz no mundo em cinema e vídeo sobre os mais actuais, importantes e inquietantes temas relacionados com o ambiente e este nosso mundo que habitamos e que vamos deixar às gerações futuras, com todas as suas riquezas e com tantos (e tão graves)problemas!
'bora ir a Seia! Não diga que não avisámos!

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sexta-feira, outubro 03, 2008

DECLARO ABERTA A ESTAÇÃO

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O M. pequeno começou a frequentar a escola primária (a oficial, sim). O Cineeco é hoje apresentado ao público e imprensa, às 15h30, no espaço da edp da Praça Marquês de Pombal. Outubro já começou. Também hoje, pelas 21h30, a Maria Quintans e o João Concha apresentam o seu livro na primeira tertúlia VavaDiando desta temporada, agora numa versão dupla: VavaDiando e VavaDiando com Livros.

C'est la saison, enfim.





segunda-feira, setembro 29, 2008

PARABÉNS, FICAP!

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O Frederico, a Cátia e o seu grupo de generosos e dedicados colaboradores conseguiram o feito de pôr de pé o FICAP. Com a cumplicidade do Museu do Teatro e do seu director. Estão todos de parabéns! Foi um acontecimento de uma qualidade surpreendente. Viram-se filmes que de outra forma não seriam vistos. Três júris igualmente dedicados (e cumpridores) premiaram obras de grande interesse. Foi para muitos espectadores uma revelação descobrir o universo de génios como Robert Wilson, Peter Brook ou Philip Glass. Aliás, apetece-me para citar aqui este último, num filme sobre a sua obra: "Faço e sempre fiz aquilo que quero e de que gosto. Se não gostarem da minha música, não ouçam... há tanta música no mundo!"


Foto Telénia Araújo (MEF)
Contrariamente ao que é meu hábito, não andei de máquina fotográfica a registar o FICAP. E porquê? perguntarão. Porque havia uma excelente cobertura fotográfica, integrada no programa do FICAP, numa interessante parceria com o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF). Por isso aqui fica uma fotografia com os devidos créditos, tirada na conferência de imprensa que antecedeu o FICAP. Mais fotos aqui.
Parabéns ao FICAP 2008, na pessoa do seu director, Frederico Corado. Viva o FICAP 2009!
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sábado, setembro 27, 2008

BUTCH CASSIDY MORREU.

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O título deste post não é meu. Foi assim que me confirmaram a notícia já há tempo anunciada: Paul Newman morreu. Deixa aquela sensação de que nem a beleza é eterna. Morreu aos 83 anos de uma vida bem vivida. Tanto quanto se sabe, fez o que quis, como quis e acabou em casa, rodeado dos seus, como foi sua manifesta vontade. Entrou para a lista daqueles que "por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"... O Sundance Kid ficou só.




JÁ ESTÁ À VENDA!

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A "Apoplexia da Ideia", da Maria (Bandida) Quintans foi recebido com um fim de tarde glorioso na Fnac do Chiado. Sala cheia como nunca vi. Os amigos, a família, todos quiseram estar presentes neste momento em que o "primogénito" (como o Lauro António lhe chamou na apresentação) foi apresentado ao público e colocado nos escaparates da Fnac. Com ilustrações (muito boas!) do João Concha, esta Apoplexia da Ideia abre a porta a um fluxo poético que já muito prometia no "Bandida", mas que agora toma outra forma e outro corpo.

A alegria radiosa nos olhos - hoje mais do que nunca daquela cor tão improvável - não engana: o primogénito não vai ficar filho único. E ainda bem!

O apresentador estava inspirado, a autora estava linda e o artista plástico escondia-se atrás daquela modéstia que lhe conhecemos.


Parabéns (merecidos) e... boas vendas (que é uma coisa que ajuda muito, quer se queira, quer não)!

quarta-feira, agosto 13, 2008

FOI VOCÊ QUE PEDIU?...

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Chama-se Ricardo José e tem um blog, onde publicou este post. Que eu agradeço. Embora ele não me conheça nem saiba quem eu sou.

Encurtando caminho, transcrevo o que o Ricardo José diz:

"O anúncio não é novo, mas só há pouco soube que quem o realizou foi um amigo meu e colega de curso, o Fred Oliveira.Fazer parte da produção dum filme publicitário da Porto Ferreira, que mantém o mesmo slogan das nossas primeiras memórias de espectador, é fazer assim um bocadinho parte da cultura popular portuguesa."

Não tenho por hábito, quer por feitio, quer por prática profissional, pôr-me em bicos de pés e gritar "fui eu que fiz!". Mas quando vejo alguém referir um slogan que faz parte das suas "primeiras memórias de espectador" e incluí-lo na "cultura popular portuguesa", não resisto! É que fui eu que pedi um Porto Ferreira. Normalmente, o trabalho de criação publicitária pertence a uma dupla, ou mesmo a uma equipa. Quando corre bem, ganhamos todos, quando corre mal, levamos todos na cabeça. Pelo menos dantes era assim. Mas este é dos poucos casos da minha longa carreira de criativa publicitária em que digo "fui eu que fiz" e, desculpem a imodéstia, nestes momentos sinto-me orgulhosa!

Aqui fica o filme, este feito pelo Fred Oliveira, muitos anos depois do primeiro, realizado por uma outra equipa, com outros meios, outros recursos, mas afinal, não tão diferente assim...

E obrigada ao Lauro António, que me fez chegar esta boa notícia, a de que entrei definitivamente para a "cultura popular portuguesa".


sexta-feira, agosto 01, 2008

BOAS E MÁS NOTÍCIAS

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A boa notícia para quem vai agora descobrir Stieg Larsson - ou quem acabou de o descobrir, que é o meu caso - é que , para além do recentemente publicado "Os Homens que Odeiam as Mulheres", ainda há mais dois volumes da triologia "Millenium".
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A má notícia é que, depois desses, acabou-se. Não haverá mais nenhum.
Stieg Larssen morreu em 2004, poucos dias depois de ter entregue a sua triologia - que ele tencionava continuar - à editora, sem ter tido oportunidade de saber o fantástico fenómeno de popularidade em que a sua obra se iria transformar.

Stieg Larsson nasceu em Västerbotten, no norte da Suécia, em 1954. Cresceu no campo, perto da pequena comunidade de Norsjö, e foi criado pelos avós até à morte do avô, em 1962.
Trabalhou como designer gráfico na agência noticiosa Tidningarnas Telegrambyrå (TT) entre 1977 e1999.
É bem conhecido o envolvimento profundo de Stieg Larsson na luta contra o racismo e os movimentos extremistas de direita. Nos anos 80, foi um dos impulsionadores do projecto anti-violência “Stop the Racism”. E em 1995 foi fundador da Expo-foundation, onde viria a ser editor chefe da revista Expo.
Nos início deste século Stieg Larsson começou a escrever romances policiais, tendo dessa actividade resultado a série Millenium, cujo primeiro volume chega agora às livrarias na sua versão portuguesa.
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"Os Homens que Odeiam as Mulheres" é um policial bem conseguido, que se lê de um fôlego, apesar das suas cerca de 500 páginas, que cresce em emoção e suspense, tornando impossível abandoná-lo antes do fim. Mas o livro é muito mais do que isso, é uma análise dos mecanismos doentios de mentes distorcidas para quem conceitos como igualdade, tolerância, integração, e outros, não têm qualquer significado. De uma enorme e angustiante actualidade e lucidez, este thriller implacável vem trazer-nos à memória monstruosidades mais e menos recentes, com as quais não parece ser possível deixarmos de tropeçar, para nossa estupefacção e horror.
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A primeira fase da série "Millenium" está já a ser adaptada ao cinema. Michael Nyqvist e Noomi Rapace interpretam os papéis respectivamente de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. O primeiro filme da triologia, "Os Homens que Odeiam as Mulheres" é realizado por Niels Arden Oplev, um realizador dinamarquês e a estreia está prevista para 2009.
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terça-feira, julho 29, 2008

AINDA A TERCEIRA

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Em Praia da Vitória o tempo é nosso aliado e ensina-nos coisas que já tínhamos esquecido. Infiltra-se debaixo da pele, de uma forma voluptuosa e insinuante. Cor, muito azul, o mar lânguido, chuva às vezes, mas que mal tem isso? O tempo é morno e doce, demora-se, faz-se valer, faz durar mais o azul, a tranquilidade, o encantamento das ilhas. Quando damos por nós, já não podemos fugir. Lembramo-nos de Corto Maltese, de encontros e desencontros, de aviões que partem, de Bogart em Casablanca (que não tem nada a ver com ilhas), de ilusões, de encantamentos, de uma música distante, talvez um piano ou um trompete. Estamos em Praia da Vitória e era bom que pudessemos ficar mais um bocadinho. Até ao próximo avião.

ANGRA DO HEROÍSMO

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É na Terceira. E a Terceira é nos Açores. E Açores é Portugal. E tem ainda mais ilhas. E andamos nós a fazer turismo lá fora!
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terça-feira, julho 15, 2008

WILD (MODERADAMENTE) LIFE

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Não foi com o Clive Owen, afinal, mas foi fim de semana. O Mário regressou de férias, o que teve como consequência Jardim Zoológico e Panda do Kung Fu. Todo um programa! Agora que a minha amiga Olga (salvo seja) já deve ter ultrapassado a sua fase de part-férias compulsivas à beira mar plantadas (eu também tive a minha dose, e estava lindo, o mar azul da Arrábida) foi a minha vez de enfrentar essa instituição maravilhosa que também faz parte da nossa cultura e que se chama "visita-ao-Zoo-infestado-de-famílias-numerosas-em-fim-de-semana-de-verão".

Começa cedo, porque no aproveitar é que está o ganho. A fila tem já uns metros quando chegamos - e o Mário é madrugador! - mas avança rapidamente. Distribuem-se os primeiros tabefes do dia e assinalam-se os primeiros bonés perdidos ("Então tu não viste que o menino não tinha o boné, carago?! Pra que raio é que tu serves, homem?").

O pessoal que controla as entradas deve ter feito um estágio com as feras porque ataca os visitantes não só verbalmente como com murros nas divisórias de vidro quando os interlocutores não compreendem rapidamente mensagens tão concretas como: "É claro que os passes gratuitos têm de ser carimbados, ou acha que é entrar, passar os passes cá para fora e entrar mais gente com o mesmo passe?! Isso é que era bom!".

Nós não temos passe. O Mário ainda tem desconto e eu ainda não. O Jardim está resplandecente neste sábado azul. Os visitantes exultam com as graças dos símios, com o porte majestoso das feras, com a indiferença dos camelos, com a altitude das girafas. Na Quintinha as crianças podem mesmo tocar nos animais. O porco vietnamita tem muito êxito: "Já viste, parece o Gonçalves! Continuas benfiquista, ó Gonçalves?" As pachorrentas tartarugas oferecem a carapaça rugosa à curiosidade dos dedos pequenos: "Ruben Marcelo, tem cuidado, filho, que o animal não tem raçocíno!"

Chegada a hora do almoço é a corrida aos restaurantes a deitar por fora de gente, de gritos, de cadeirinhas de bebé maxi-confort, supermaxiconfort e outros rolls-royce da engenharia moderna. Comunicações nervosas pelos telemóveis estabelecem planos de ataque: "Ficas nessa, que eu fico aqui. O que arranjar mesa primeiro, apanha-a!".

Opção de recurso: MacDonalds. O Mário, virgem de Mac até há uma semana, já sabe: "Quero o happy-meal com o Panda!" Ele e mais algumas centenas. As avós servem para isso mesmo: transgredir onde o fundamentalismo materno esbarra. Ah, mas com sumo de laranja e maçã à sobremesa, claro!

Ao fim do dia, O Panda do Kung-Fu, agora no cinema de um centro comercial porque fim de semana não é fim de semana sem centro comercial. Toda a gente sabe, não é?

No domingo, Festival de Teatro de Almada com Peer Gynt em versão Berliner Ensemble. Mas isso já é outra conversa!

Claro que o Clive Owen vai ter de esperar. Uma mulher não é de ferro.

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quarta-feira, julho 09, 2008

TRABALHO E EMPREGO

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Durante uma grande parte da minha vida tive empregos. Não muitos, que nesse tempo os empregos mantinham-se durante longos anos, mas alguns. Tive o enorme privilégio de fazer o que gostava, com pessoas de quem gostava. O que teve como consequência que o trabalho fosse efectivamente um prazer. Uns dias mais prazer do que outros mas, generalizando, um prazer.
Agora não tenho emprego, mas continuo a ter trabalho. E ter trabalho sem emprego é uma coisa muito cansativa. Fazem falta algumas das coisas maravilhosas dos empregos, nomeadamente: o fim de semana, a sexta-feira (que no Brasil é uma instituição muito mais saudada do que cá), as 18 horas, o patrão (sempre útil), a pausa para o café, a hora de almoço, os colegas.
Por outro lado, há que ter em conta as vantagens de não ter emprego: ter fim de semana quando se quer, não ter segundas-feiras, não ter patrão, não ser obrigado a tomar café para fazer uma pausa. A questão mais profunda põe-se quando se avalia o volume de trabalho. No emprego, quando o volume de trabalho é excessivo, diz-se que não dá e que é preciso arranjar mais uma pessoa. Quando não se tem emprego, vai-se somando trabalho atrás de trabalho, sem consciência do monte que cresce ao lado do computador. Então lá vem o dia em que é indispensável pôr a escrita (literalmente) em dia e, após umas semanas de loucura, entra-se numa sexta-feira que leva a um fim de semana sem fim. Até à próxima segunda-feira que se instala para ficar.

Estou de fim de semana! O Clive Owen não tem nada a ver com o assunto, mas faz parte de qualquer fim de semana digno desse nome.
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sábado, junho 21, 2008

BRASIL DE HAVAIANAS NOS PÉS

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BRASIL A CORES
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Uma vez mais, o Brasil, mais exactamente, Goiás, que é terra de FICA - ou seja: Festival Internacional de Cinema de Ambiente.
Mas, para os mais curiosos do que se passa por apetece-me deixar imagens aqui
Também uma vez mais, "com açúcar, com afecto", o Brasil terra de Chico, de Bethânia, de Amado, de Jobim e Vinicius, de samba, bossa-nova, Pelé (e dizem-me que, sobretudo, Garrincha); a terra verde-e-amarelo da fantasia de Verão de qualquer português que se preze, terra de português doce e meloso que vai resistir a qualquer acordo ortográfico, de tal forma muda ao sabor da disposição do momento; a terra desse fenómeno que se chama Havaianas.
Sim, porque sempre que digo que vou ao Brasil, alguém me pede de imediato "Traz-me umas Havaianas!". Não sei porquê, sinceramente, mas trago. Chego mesmo a trazer o fundo da mala forrado de Havaianas. Creio que é um gesto de ternura, diferente do que se fosse ali ao Corte Inglês e comprasse as mesmas Havaianas, que as há de todas as cores, feitios e isso. Mas não vinham do Brasil.
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Devido a essa popularidade alucinante das Havaianas, fico um pouco surpreendida ao verificar que todos os anos a marca lança a sua campanha publicitária (assinada, creio que sempre, pela BBDO). Eu estava convencida que as havaianas se vendem por si, sem publicidade, mas pelos vistos isso não é verdade. Por isso aqui deixo a campanha deste ano (do Verão passado, claro, que já foi). É tão gostosa como as próprias.
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BRASIL A PRETO E BRANCO
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Mas o Brasil não é só cor. A preto e branco, magnífico, belíssimo, comovente, genial, o filme "SANTIAGO" de João Salles. Indispensável. Não digo "brevemente num cinema perto de si" porque isso é altamente improvável, mas tenho pena.
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