segunda-feira, julho 16, 2007

135. ALENTEJO II. 13.07.07

"O elemento fundamental da pintura é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes em uma obra constitui sua estrutura fundamental, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros."
É pelo menos o que diz na Wikipedia.
A Maria está a pintar num refúgio no Alentejo onde o calor é imenso e, a seu tempo, o frio enregela.
Exposição para Outubro. A anunciar.




134. ALENTEJO. 13.07.07


Aldeia


Nove casas,
duas ruas,
ao meio das ruas
um largo,
ao meio do largo
um poço de água fria.
Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo
que quando alguem grita para longe
um nome familiar
se assutam pombos bravos
e acordam ecos de descampado.

Manuel da Fonseca
"Lisboa é muito bonita e eu gosto muito: é uma aldeia. Veja por exemplo a Estefânia. Aquele bairrozinho para onde vim morar quando vim do Alentejo está agora irreconhecível... e ainda bem. Lisboa está diferente e para melhor, mas ainda continua a ser aquela Lisboa que me levou a gostar ainda mais do Alentejo, do meu Alentejo. Tudo é ao contrário desse Alentejo, e por isso eu aprendi a gostar ainda mais dele. As pessoas zaragatam, fazem-nos má cara, mas são encantadoras. Lá fora, há tanta gente nas ruas, e não acontece nada. Aqui basta darmos dois passos para encontrarmos uma discussão, uma exaltação, mas isso é vida, é cor."
Última entrevista de Manuel da Fonseca - Expresso, 20 de Março de 1993

terça-feira, julho 10, 2007

133. FOI ENCONTRADA A ETERNIDADE

Arthur Rimbaud

Elle est retrouvée!
Quoi?
L' éternité.
C est la mer mêlée
Au soleil

Mon âme éternelle,
Observe ton voeu
Malgré la nuit seule
Et le jour en feu.

Donc tu te dégages
Des humains suffrages,
Des communs élans!
Tu voles selon...

Jamais l' ésperance.
Pas d' oríetur.
Science et patience,
Le suplice est sur.

Plus de lendemain,
Braises de satin,
Votre ardeur
C' ést le devoir.

Elle est retrouvée!
— Quoi? — L' éternité.
C' est la mer mêlée
Au soleil.


mar roubado em http://o-exilirado.blogspot.com/

Uma época de trabalho absolutamente insano tem-me impedido de fazer (quase) tudo o que me dá prazer. Momentos em que só nos poetas encontramos o mar. Eu sei que deveria ter ido fotografar o meu próprio "mer melée au soleil", mas fui pedir emprestado este ao meu amigo Arion. Espero que ele me compreenda. Foi por uma boa causa.

sexta-feira, junho 29, 2007

131. GRACINDA CANDEIAS

DAMA DA NOITE 4 (130x90 cm. Técnica mista.)
"Gracinda Candeias abre a porta do seu atelier para apreciação plena da obra da artista no seu ambiente de trabalho, com preços ex-works"
Assim se pode ler o convite em:
onde se pode igualmente ter uma antevisão do que esta mulher luminosa, cheia de talento, de garra e de alegria de viver e de criar tem para nos propor durante este fim de semana.
Olhem que promete! E o fim de semana não dura sempre! A Gracinda assegura que tem lá motivos de sobra para tornar a visita um momento muito agradável de convívio e descoberta... e eu acredito porque o convívio com a Gracinda é sempre um prazer.
Não deixem de visitar o blog e, já agora, de aceitar o convite da Gracinda Candeias. Eu depois conto como foi e vão ter pena de não terem aparecido!

quinta-feira, junho 28, 2007

domingo, junho 24, 2007

129. DE VOLTA À REALIDADE

O Brasil foi magnífico, nas suas cores, sons e propostas variadas.
O Rio de Janeiro continua lindo. É uma cidade que se despede de nós num aeroporto que tem nome de músico, Tom Jobim.

O Detesto Sopa esteve fechado para obras mas está agora de volta. Aos amigos que por aqui passaram entretanto e deixaram uma palavra para marcar a sua passagem, o meu agradecimento. Estou contente por vos reencontrar.

128. E O GRANDE PRÉMIO DO FICA VAI PARA...

O FICA - Festival Internacional de Cinema de Ambiente, que decorreu de 12 a 17 de Junho em Goiás, Brasil - é um dos mais importantes festivais de cinema ambiental do mundo. Ainda há Pastores, de Jorge Pelicano, trouxe este ano para Portugal o Grande Prémio desta competição. Jorge Pelicano, o realizador, e Hermínio, um dos últimos pastores da Serra da Estrela e intérprete do filme, estiveram lá para receber o galardão. E nós para aplaudir, numa sessão vibrante de entusiasmo e emoções.

127. CORES, SONS E SABORES DE GOIÁS





"Vida boa!" - exclamação de um habitante de Goiás, ao sentar-se num banco de jardim, num fim de tarde cálido e macio, como todas as coisas em Goiás.


Artesanato e ambiente.

Goiás.com - o restaurante.

126. PARADA DO ORGULHO GAY, EM S. PAULO









Falou-se em três milhões, falou-se em quatro milhões. Fiquemos pelos três milhões e meio. Na Avenida Paulista, em plena S. Paulo, foi a grande festa. Desfilaram durante horas com muita alegria, ritmo, cor, e um grande orgulho, talvez orgulho por saberem que estavam numa cidade onde, apesar de tudo, esta grande manifestação pode decorrer com o mais total civismo e respeito pelos outros, sem perder a enorme alegria de estar vivo e gritá-lo bem alto.

125. ARTE E ARTISTAS



No mam - museu de arte moderna - de S. Paulo existe uma parede que se destina a receber rotativamente trabalhos de artistas que procuram novas oportunidades. Após alguns meses, este artista dará lugar a um novo.

sexta-feira, junho 08, 2007

124. 07.06.2007

Feriado. Dia do M. pequeno. Após escolha muito criteriosa porque o tempo não é para matar, mas sim para fazer viver, a opção foi pelo Tejo para turistas, a bordo de um velho cacilheiro devidamente recauchutado. Parte do Terreiro do Paço, de Abril a Outubro, todos os dias, às 15 horas. São duas horas a descansar o olhar numa cidade que normalmente não vemos. Ficam as saudades dos velhos cacilheiros, sem make-up.

E Lisboa estava linda! Que o digam os milhares de máquinas de fotografar e de filmar que não tiveram descanso.(para ver como estava mesmo bonita, clicar nas imagens, que ficam maiores)

Depois, no Terreiro do Paço, a Tree Parade. À semelhança da Cow Parade, foram distribuídas árvores pelas escolas do país, para serem decoradas pelos alunos. Estão expostas com as respectivas "fichas técnicas" que nos permitem saber de onde vêm. O tema é o ambiente, a protecção da floresta, as ameaças a que a natureza está exposta. Muita gente com crianças e sem, a ver, a comentar, a fotografar, a gostar.