Your EQ is 120 |
![]() 50 or less: Thanks for answering honestly. Now get yourself a shrink, quick! 51-70: When it comes to understanding human emotions, you'd have better luck understanding Chinese. 71-90: You've got more emotional intelligence than the average frat boy. Barely. 91-110: You're average. It's easy to predict how you'll react to things. But anyone could have guessed that. 111-130: You usually have it going on emotionally, but roadblocks tend to land you on your butt. 131-150: You are remarkable when it comes to relating with others. Only the biggest losers get under your skin. 150+: Two possibilities - you've either out "Dr. Phil-ed" Dr. Phil... or you're a dirty liar. |
domingo, maio 20, 2007
112. 120
sábado, maio 19, 2007
110. A CIDADE QUE NAVEGA
E é por estas e por outras que eu gosto tanto do Vila-Matas. E que vou começar agora a ler o Doutor Passavento. E que espero gostar muito.
sexta-feira, maio 18, 2007
108. MURAKAMI E O CARNEIRO DESAPARECIDO
Murakami e o seu tradutor para língua inglesa"Soube da sua morte por um amigo." Com estas palavras se inicia este que é um dos primeiros romances de Murakami. E continua: "Ele viu a notícia quando passava os olhos pelas páginas de um matutino e deu-se ao trabalho de me telefonar a ler o texto."
Se nunca mais sabemos de quem se fala ou a importância que a personagem pode ter no romance, isso é absolutamente indiferente. O que se trata aqui é do carneiro selvagem. O resto são coincidências filhas da mãe. É que há coincidências que não dá mesmo para acreditar. E, no entanto, elas surgem a cada página da obra deste autor. E de coincidência em coincidência, o narrador vai-se envolvendo (e vai envolvendo-nos) na mais bizarra busca que é possível imaginar: a de um carneiro com características tão especiais que nem é bom conhecê-las! Não é que ele seja um homem demasiado aventureiro, demasiado ousado, ou demasiado curioso, mas a vida tem destas coisas e como fugir delas?
Constante na literatura de Murakami, a preplexidade acompanha-nos até à última página. E desta para o próximo romance. Não há como fugir ao fascínio.



De Haruki Murakami encontram-se publicados em tradução portuguesa (as datas são as das publicações dos originais):
Em Busca do Carneiro Selvagem (1982)
Norwegian Wood (1987)
Crónica do Pássaro de Corda (1994)
Sputnik Meu Amor (1999)
Kafka à Beira Mar (2005)
quinta-feira, maio 17, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
105. "meme" # 2

(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
Resposta ao desafio da Isabel Victor no Caderno de Campo.
Passo agora a tarefa a: Arion maislogs , S. nonblog , Alice A Tradução da Memória , Patrícia Abrotea, Cátia Um Ideal... não muito perfeito.
domingo, maio 13, 2007
104. "meme"

Almada Negreiros
(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
Resposta ao desafio da Bandida.
passo agora a: Não há Nada como o Realmente, Música do Acaso, Branco e Azul, Caderno de Campo, Lapis Exilis.
quinta-feira, maio 10, 2007
103. AINDA CÁ ESTOU...
e a registar... com a tal objectiva nova.
Aos meus visitantes fieis e já impacientes: voltarei. Obrigada.
domingo, maio 06, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
99. SANTA PACIÊNCIA!

Louvo a pachorra infinita do José Carlos Malato, que consegue ouvir e calar, que remédio tem ele! Lá tem os seus desabafos, mas relamente tem uma paciência infinita!
É angustiante, asseguro-vos, ter a sensação de que faço parte de uma espécie em vias de extinção que ainda sabe que o James Stewart fez "A Janela Indiscreta" e que o António José da Silva escreveu "As Guerras do Alecrim e da Mangerona".
Santa paciência!
terça-feira, maio 01, 2007
domingo, abril 29, 2007
sábado, abril 28, 2007
95. CINCO
O Detesto Sopa teve várias nomeações na corrente dos 5 “blogs que fazem pensar”! Agradeço muito, muito reconhecida aos que o distinguiram com essa honra e espero não os desiludir.Cabe-me, portanto, como nomeada, nomear os 5.
Ando a adiar esse momento porque me parece tarefa de uma dificuldade acima das minhas capacidades.
E isto porque qualquer blog me faz pensar. Aliás, mal ou bem, qualquer coisa me faz pensar. Não sou capaz de não pensar.
Frequento com regularidade quase diária alguns blogs que me estão próximos e neles encontro sempre boa companhia e motivo para uma descoberta, uma reflexão, um sorriso, um aperto na garganta, uma ansiedade, uma esperança. Esses são os meus blogs de eleição porque ou o coração, ou a razão, ou o simples acaso os colocaram no meu “bairro” da blogosfera. São companheiros com quem convivo por paixão, por amizade ou por simpatia. Outros poderei ter visitado uma vez por acaso, ou de tempos a tempos, ou até mesmo com uma certa regularidade. Uns e outros têm uma coisa em comum: fazem-me pensar.
Uns fazem-me pensar como é deslumbrante descobrir pessoas que de outra forma nem sonharia que existem. Outros fazem-me pensar como é bom ter alguém que quer partilhar a descoberta de um filme, de uma série de televisão, de um escritor, de um artista plástico, de um músico. Outros fazem-me pensar como deve ser difícil ter a coragem de assumir certas opções menos bem aceites pela sociedade. Outros fazem-me pensar como uma piscadela de olho pode ser gratificante. Há também os que me fazem pensar que é lamentável que alguém dedique o seu tempo a desrespeitar os outros, a provocá-los, a amesquinhá-los. Depois temos aqueles que me fazem pensar que felizmente existem blogs porque assim há solidões que se tornam menos dolorosas. Merecem um lugar de destaque os que me fazem pensar como o humor inteligente pode ser uma arma poderosa. E aqueles que me fazem pensar que quando se vive um grande amor é permitido postar quase tudo sem medo do ridículo. Ah, por favor, reservem um espacinho para os que me fazem pensar que uma vida que começa carrega todas as esperanças. E para aqueles que me fazem pensar em lutas muito duras, em dores muito profundas, em alegrias muito grandes. E os que me fazem pensar em cidades, poetas, músicas, culturas, civilizações, formas de pensamento. E os que me fazem pensar em que a vida é curta demais para tudo o que nos falta viver, conhecer, sentir, amar, rir, brincar, inventar, cantar, escrever, pintar, confessar.
A todos, obrigada por me fazerem pensar. E desculpem-me por não conseguir escolher 5.
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
93. UM BLOG QUE É UM VÍCIO
segunda-feira, abril 23, 2007
92. 23 DE ABRIL . DIA MUNDIAL DO LIVRO
domingo, abril 22, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
90. E SEBALD PASSOU À FRENTE
Tinha começado a seguir o rasto do Carneiro Selvagem, é verdade, mas resolvi antecipar o prazer de descobrir Austerlitz, de W. G. Sebald, que já há algum tempo aguardava vez na minha longa lista de espera. Folheei-o, demorando-me no mistério das fotografias. Uma remeteu-me para Daniel Blaufuks e o seu recente prémio BES de fotografia - representava um enorme arquivo, existente em Teresin, antiga Theresienstadt, na República Checa, vila-campo de concentração nazi. segunda-feira, abril 16, 2007
89. para sempre
Foto de M.E.C. (Seia, Serra da Estrela, 1974)sábado, abril 14, 2007
88. POR QUE GOSTO (TANTO) DE LITERATURA
quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
86. A POESIA HOJE

segunda-feira, abril 09, 2007
85. THE MUPPET PERSONALITY TEST
You Are Rowlf the Dog |
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Já há algum tempo o valter aconselhava na sua casadeosso o teste em questão e hoje fui até lá. Valeu a pena. O valter ficou muito feliz com o resultado do dele, eu nem sequer sei tocar piano... mas diverti-me.
84. COISAS DE QUE TENHO SAUDADES IV
Hoje, domingo de Páscoa, tive saudades de estrear um vestido de Verão, o primeiro da temporada, e ir para a rua saudar a chegada do calor e do bom tempo. Esteve um dia sombrio, caprichoso, meio chuvoso, enlameado, birrento, mal-humorado e descorado. E eu, que nunca liguei a esta época, tive saudades. Tive saudades das cores da Páscoa. De um céu azul a perder de vista. De um sol generoso e transbordante, a derramar-se sobre Lisboa. De descer até aos Restauradores no Elevador da Glória e ir passear o meu vestido novo – azul claro, de preferência - pela Avenida da Liberdade. Do cor-de-rosa-azul-verde das amêndoas, dos tons pastel daquelas que representavam minúsculos bebés muito perfeitinhos, enrolados em cobertorzinhos, das cores brilhantes das pratas dos ovos de chocolate, que me piscavam um olho sedutor nas montras das pastelarias. Hoje, os supermercados estão cheios deles, mas são incapazes de um gesto de sedução, são uns desapaixonados!
Mas, curiosamente, do que tive mesmo saudades foi de ir à Praça da Figueira com a minha avó.A minha avó paterna era o que se pode, com toda a honestidade, classificar como uma avó doce. Era cor-de-rosa como as amêndoas, vestia-se sempre de cores clarinhas, tinha o cabelo todo branco, um sorriso doce como não existe outro, a pele macia de seda e cheirava a pó de arroz, a sabonete, a alfazema. Fazia anos em Abril e a casa enchia-se de flores. Flores cujas cores realçavam o tom rosado da satisfação que a envolvia.
Nestes primeiros dias de sol e temperatura morna, a minha avó calçava os sapatos de salto alto, verificava se tinha o porta-moedas abastecido, punha o chapéu - que uma senhora não saía “em cabelo” - e dizia-me “Anda, vamos à Baixa!”. E aquele “à Baixa” implicava obrigatoriamente a Praça da Figueira! Como era fascinante a Praça da Figueira! Toda construída em ferro, ocupava a área central da actual praça, e tivera fama de ser um dos mais elegantes mercados da Europa, aquando da sua inauguração, em 1885. Na Praça da Figueira vendia-se de tudo um pouco, era o mercado onde se abastecia grande parte da população de Lisboa. Mas, para mim, ir à Praça da Figueira com a minha avó significava voltar para casa com um fogareirozinho, uns tachinhos ou umas panelinhas em barro ou lata, um ferro de engomar mesmo de ferro, embora miniatural, e também um abano pequenino, para espevitar as brasas, igualzinho aos grandes que se usavam lá em casa, na cozinha.
Tenho saudades de sentir um prazer tão grande com uma compra como o que sentia ao decidir-me entre uma tosca panela ou um fogareiro coxo, enquanto debaixo dos meus pés se amassavam folhas de couves e talos de grelos, indiferentes à limpeza dos meus sapatos brancos, novos.
Mas se calhasse estarmos mais perto do mês dos Santos e das marchas (e o Bairro Alto era vencedor quase garantido), então a compra era outra. Para além do indispensável manjerico, eu havia de levar para casa, criteriosamente escolhido, após inúmeros testes todos igualmente “científicos” para nos assegurarmos de que se tratava de um vigoroso exemplar, bem pretinho dentro da sua gaiola de madeira de cores garridas, o Grilo, que iria com o seu canto absolutamente mágico povoar de cantigas as noites de um Verão que se desejava longo.
Tenho saudades de, feitas as compras, ir à Confeitaria Nacional, na esquina da Praça da Figueira, e sentar-me a uma mesa, sobre a qual colocava os meus tesouros recentemente adquiridos, enquanto esperava o galão morno e o “húngaro”. E posso assegurar que nunca houve melhores húngaros em toda a cidade de Lisboa!A foto do grilo, que temo muito comece a ser um animal raro para os habitantes da cidade, só foi possível porque a roubei em quicoarreliado.blogs.sapo.






























