sexta-feira, novembro 02, 2007

HUG 2


Era fatal: deixei pessoas/blogs fora do HUG 1 indevidamente. A Alexandra, que não foi esquecimento, obviamente, mas por não frequentar blogs. Já a Rosário, do Divas e Contrabaixos, por exemplo, é indesculpável. Bem como a Nan, das Letras de Babel, a Isa (take-it), a Isabel C. (Serpentine) e a Cátia, tão económica no seu Ideal não muito Perfeito, mas essa (last but not least) sabe que não me esqueceria dela (di jeito maneira).

E pronto, agora, mesmo os que não mencionei considerem-se envolvidos no Free Hug virtual que aqui vos deixo.

170. UM ABRAÇO

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Free Hug Day is the day before September 11. On that day, free hugs are used to encourage people to contemplate about the tragedy that happened on September 11, 2001, and to spread the concepts of love and peace.
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Quando comecei este blog, faz para o mês que vem um ano,...
Recomecemos com total fidelidade à verdade: quando entrei neste blog que o Lauro António começou para mim, com a promessa de que seria feito em conjunto, iniciativa a que o Frederico se associou, faz para o mês que vem um ano, não alimentava qualquer tipo de expectativa em relação a esta forma de comunicação. A blogosfera não me dizia nada e nem apreciava especialmente os blogs. Entretanto afeiçoei-me e encontrei aqui um lugar de troca de opiniões, imagens, afectos, textos, ideias, sugestões quase sempre interessantes. Criei o hábito de visitar meia dúzia de blogs e de receber a sua visita. Uma conversa calma, às vezes pela noite dentro, um descobrir de afinidades, de paixões, de interesses. Conheci aqui pessoas interessantes, confirmei o interesse de outras que já conhecia. Estabeleci mesmo afinidades e (creio mesmo poder dizê-lo) uma ou outra amizade. No fundo, para mim, que trabalhei toda uma vida em lugares cheios de gente e que trabalho agora em casa, tem sido o blog aquele lugarzinho ao pé da máquina do café onde se trocam opiniões sobre o filme visto na véspera, sobre o livro que se está a ler, sobre a música que se ouviu na rádio, onde se mostram as fotografias das viagens e se trocam confidências.
Em breve o blog se tornou a pausa-café (às vezes tão demorada que qualquer patrão refilaria) onde me habituei a relaxar em companhia agradável.
Esta ideia do Free Hug Day sugeriu-me uma distribuição de free hugs, mesmo fora do dia, para manifestar o meu prazer por ter aqui convivido com meia dúzia de pessoas (poucas mas boas). Estes Hugs são extensíveis à outra assoalhada que ocupo na blogosfera, dia de preguiça.
O primeiro abraço, como é óbvio, vai para o Lauro António, sem quem nunca teria havido blog. Sei que aqui ele nunca encontrou nada de novo, ou que não conhecesse, mas não deixou memso assim de ser visita assídua.
Outro para o Frederico (mais ou menos blogueiro) e para a Alexandra (nada blogueira) que, com maior ou menor assiduidade, nunca me abandonam.
Outro para a S., cujo conhecimento já vinha de muito antes destas vidas e que aqui nos encontrámos.
Depois um abraço para aquelas pessoas que mal conhecia e com quem me habituei a ter um convívio quase diário e que assinam Ouriço, Pai, Ana Paula, IMF.
Um abraço igualmente para os amigos aqui revelados, o Intruso, a Bandida, o Arion, o Atum e a Franksy, a Isabel Victor.
Um abraço para os meus visitantes fiéis, a Sony Hari, o Luis Galego, a Mel Carvalho, a Alice, a C., a Ida.
Para todos estes e também para os que esqueci injustamente, um abraço grátis e obrigado por aparecerem e por terem paciência para os meus desabafos.

terça-feira, outubro 30, 2007

169. MAS VOU FAZER UM ESFORÇO.

De 22 a 27, em Seia, decorreu o 13º Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente - CineEco.
Muitos (e bons) filmes a concurso (grandes temas que dizem respeito a todos), júris esforçados e interessantes, ambiente de saudável partilha de ideias e experiências, debate acalorado de opiniões, sol, alguma chuva, prémios e muito boas recordações porque Seia é uma cidade que sabe acolher os visitantes e em todos deixa a vontade de voltar.
Ficou mais forte em cada um a consciência de que o planeta em que vivemos precisa do esforço urgente de todos antes que seja tarde para que não se cumpra a previsão anunciada no filme The 11th Hour, concebido e interpretado por Leonardo DiCaprio, que teve antestreia nacional neste CineEco, de que "O planeta vai continuar cá, mais verde do que nunca, com as águas mais límpidas, nós é que não vamos sobreviver para o ver".
Ainda podemos agir. E o cinema ajudou a descobrir caminhos, em Seia, de 22 a 27 de Outubro.
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Anthímio de Azevedo (lembram-se de ele aparecer em nossa casa, todas as noites, para dizer o tempo que ia fazer no dia seguinte?). Um homem sabedor, lúcido e inteligente que o CineEco homenageou muito justamente neste sua 13ª edição.


Os Júris do CineEco na sua (quase) totalidade: Júri Internacional, Júri das Extensões e Júri da Juventude.
Ficou a promessa de que para o ano haverá mais. Vão anotando nas vossas agendas. Seia vale a pena. O CineEco vale a pena. O ambiente vale a pena. Pensem nisso enquanto estamos na 11th hour porque a 12th será talvez tarde demais.

sexta-feira, outubro 19, 2007

168. NÃO SOU DIGNA DE TER UM BLOG.

É verdade! Ter um blog supõe uma certa capacidade de o manter vivo e alimentado, qual tamagoshi e isso não tem acontecido aqui no meu modesto T1. Eu sei que a minha vida tem sido uma correria, mas há quem corra mais do que eu e lá vai mantendo a escrita em dia (para descodificar isto, veja-se por onde tem andado o autor de Lauro António Apresenta).
Também não tenho visitado espaços da blogosfera, nem os habituais nem os outros. Enfim, sou a vergonha da classe bloguística!

E hoje não é mais do que um toca e foge. Para deixar ficar um registo rápido e fugidio.

Mas afinal, o que é que me tem mantido tão arredada do convívio virtual? O trabalho, sem dúvida, que se acumulou durante a minha imersão total na história sangrenta da época isabelina, mas também uma quantidade de acontecimentos.

O CineEco foi apresentado, no espaço ambientalista da EDP, no Marquês de Pombal, em Lisboa. Reuniu-se um grupo muito diversificado e simpático.


O filme do Lauro, com a colaboração estreita do Frederico, sobre a pintura da Maria Sobral de Mendonça, e em especial sobre esta exposição, intitulada de Tiqqun, foi apresentado, na Fnac, e a exposição inaugurou, na Câmara Municipal de Lisboa. Simpática e generosa, a Maria produziu abundante material onde esta foto da minha autoria era repetida. É um prazer e uma honra saber que ela se sente captada e retratada pela minha câmara.
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No Vá-Vá, dois Vá.Vá.Diando. Com Rogério Samora e Carlos do Carmo. Pretexto para conversa animada sobre um tema sempre apaixonante: ser artista.


Entretanto, uma ida a Turim, ao Cinemambiente, festival parceiro do CineEco.

A sala onde decorrem as sessões do festival, o Cinema Massimo.

A entrada para o Museu do Cinema (sim, é verdade, há fila para entrar no museu! E há uma sala de ópera cujos 1.600 lugares se encontram esgotados na sessão de 3ª feira, às 3 da tarde, para ver e ouvir Verdi).

O chapéu e o cachecol emblemáticos de Federico Felini.

Mais um prémio para um filme português que começa a ser campeão de prémios: "Ainda há Pastores?", de Jorge Pelicano. Desta vez o prémio foi o Green Award, prémio dos prémios, que distingue o melhor filme de temática ambiental do ano. Parabens, Jorge!

E o CineEco onde, há precisamente um ano, o filme do Jorge era exibido em estreia, está de novo à porta. Vamos, portanto, até à Serra.

terça-feira, outubro 02, 2007

165. OS (LIVROS) QUE (NÃO) MUDARAM A MINHA VIDA


Desde que o Lauro António deixou o desafio que eu tenho andado a pensar nos tais livros que não mudaram a minha vida. Não é fácil tarefa, até porque não me lembro deles. A lista telefónica de Lisboa? O Pantagruel? O manual de instruções do fax?

Por outro lado, quanto mais penso, mais "eles" se infiltram nos meus pensamentos. "Eles", os que mudaram alguma coisa na minha vida. E como a estes desafios se responde subvertendo-os (não é assim?), aqui ficam os responsáveis pelo que (mal ou bem) "eles" mudaram em mim.


Creio poder começar pela Condessa de Ségur (na colecção azul, bem entendido). Foi com "Os Desastres de Sofia" que aprendi a gostar de ler. Foi a invenção da leitura. Marcou. Só podia.

Depois será justo referir Jules Verne. Com ele descobri que o mundo é infinito como a imaginação humana. Li-o todo, numa colecção de capa vermelha com ilustrações magníficas, que habitava - e continua a habitar - na prateleira mais alta da estante do meu pai. Não sou muito dada a monumentos fúnebres, mas gosto de saber que os restos mortais de Jules Verne continuam sob o signo da aventura.

Hemingway foi talvez o primeiro autor "moderno" que li ("primeiro, os clássicos"). Deu-me uma outra dimensão da literatura. Era desmedido, violento, poderoso. A chamada "linguagem literária" ganhou outra dimensão.

Estavam a começar os anos 60 quando um (jovem) autor português publicava aquele que ia ser um livro de culto de geração. Refiro-me a Augusto Abelaira e a "A Cidade das Flores". O romance de Rosabianca e Giovanni ainda hoje permanece na minha memória como uma janela que se abria para a liberdade e para a vida.
Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre. Poderiam ter mudado a minha vida. Era o fascínio de Paris, do Café de Flore, do Marais, de uma intelectualidade de esquerda, do "Deuxième Sexe", das "Mains Sales". No entanto, o fascínio não resistiu à erosão.

Mas depois foi a descoberta de Marguerite Duras e essa, sim, mudou a minha forma de entender a literatura e também a sua interacção com o cinema. "India Song", "Le Ravissement de Lol Valérie Stein", "Le Vice-Consul" e tantos outros tornaram-se títulos mágicos. E assim irão ficar.

Vergílio Ferreira. Mudou parte da minha vida. O homem e a obra. Tenho saudades de conversar com ele, de o ouvir na melodia de uma autobiografia, "Nasci em Melo, na Serra da Estrela...", capturado num filme do Lauro António.

Paul Auster, Enrique Vilas-Matas, Haruki Murakami. Muito recentes para saber as marcas que deixarão. Para já, são o meu vício, o meu prazer.

António Lobo Antunes. Sem dúvida. Mudou toda a música do que é a literatura. É uma sinfonia sem medida. Ninguém escreve como ele. É ele próprio que o diz. E é capaz de ter razão.

Pronto, são dez. Não obrigatoriamente os livros da minha vida, como é óbvio. Não são sequer os autores da minha vida, com algumas excepções. Faltam muitos muito importantes, definitivos e imensos. Mas são os que me lembro de terem alterado alguma coisa bem dentro de mim. De terem deixado marca para sempre.
Era isto, Lauro?

sábado, setembro 29, 2007

164. UM POUCO DE COSMÉTICA

O Outono é uma época nostálgica. Sabe a liberdade acabada, a regresso às aulas, a "agora é a sério", a "agasalha-te que o tempo não está para brincadeiras". Anoitece mais cedo, os dias são mais pequenos, e eu sempre fiquei para trás, até ao finzinho, até não ter outro remédio se não ir para dentro, fechar a janela, vestir um casaquinho, acender a luz e esperar. Foi hoje o dia do "regresso às aulas" deste espaço. Procurei uma fotografia que não fosse castanho-dourado-cor-outonal-tão-bonita e consegui, graças a alguém que assina kuzdra. Obrigada.
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Também os correios do Canadá (que manifestam uma muito interessante criatividade) abriram já oficialmente a temporada, pelo que se vê.
Um bom Outono para todos, é o que deseja, portanto, o "Detesto Sopa".

sexta-feira, setembro 28, 2007

163. ESTOU DE VOLTA.


É verdade. Estou de volta. Missão cumprida. E afinal, a Invencível Armada não era tão invencível quanto isso.



sexta-feira, setembro 07, 2007

162. E POR AGORA É TUDO

O filme chega a 1 de Novembro. O livro (de Tasha Alexander) vai chegar antes. Durante as próximas duas semanas vou estar ausente daqui. A tempo inteiro com eles.

quinta-feira, setembro 06, 2007

161. ELE VEM AÍ!


Na pele de Sir Walter Raleigh, em Elizabeth - The Golden Age, de Shekhar Kapur. Com a Cate Blanchett, claro!

160. NUNCA SERÁ DEMAIS OUVI-LO.

159. HAJA CARÁCTER!

No AXN vai começar no próximo sábado um ciclo de cinema dedicado às "mulheres com carácter". Foi aqui que colhi esta interessante informação. Resta saber se é sobre as mulheres com carácter ou destinado a ser visto por mulheres com carácter. Seria bom que fosse as duas coisas.


I'm going to live through this and when it's all over, I'll never be hungry again. No, nor any of my folk. If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I'll never be hungry again.
Scarlett O'Hara em E Tudo o Vento Levou.

sábado, setembro 01, 2007

158. NÃO PERGUNTEM PORQUÊ

Há coisas que a gente vê e pensa: "Olha, isto era bom para o blog." Normalmente porque é um bom tema de reflexão, ou porque é particularmente interessante, ou bonito.
Neste caso, não perguntem porquê. Talvez porque começou o mês de Setembro. E isso significa que o tempo das coisas boas está a chegar ao fim. Talvez para compensar. Não sei. Não interessa o motivo. Passamos bem sem ele.
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Ah. É o Hugh Laurie, para quem não tenha ainda dado por isso.

domingo, agosto 26, 2007

157. TOP OF THE WORLD

EDUARDO PRADO COELHO 1944-2007
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Eduardo Prado Coelho, Artur Maurício, José Manuel Anes.
S. Martinho do Porto. Agosto 1959.

sexta-feira, agosto 24, 2007

156. PENICHE

PENICHE 1


Carentes de um Verão merecedor de tal nome, é uma bênção todo esse azul de um dia magnífico em Peniche. A orla atlântica é assim mesmo: cor de trópico e brisa fria de mares gelados. Disseram-nos que Peniche é a praia mais próxima para os moradores de Madrid. Não é difícil acreditar, com o que se vê de espanhóis por aqui.


PENICHE 2


A famosa fuga de Peniche foi uma das mais espectaculares da história do fascismo português, por se tratar de uma das prisões de mais alta segurança do Estado Novo.


Museu da Resistência - Forte de Peniche

No dia 3 de Janeiro de 1960 evadem-se do forte de Peniche: Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues.
No fim da tarde pára na vila de Peniche, em frente ao forte, um carro com o porta-bagagens aberto. Era o sinal de que do exterior estava tudo a postos. Quem deu o sinal foi o actor, já falecido, Rogério Paulo.


Dado e recebido o sinal, no interior do forte dá-se início à acção planeada. O carcereiro foi neutralizado com uma anestesia e com a ajuda de uma sentinela - José Alves - integrado na organização da fuga, os fugitivos passaram, sem serem notados, a parte mais exposta do percurso. Estando no piso superior, descem para o piso de baixo por uma árvore. Daí correm para a muralha exterior para descerem, um a um, através de uma corda feita de lençóis para o fosso exterior do forte. Tiveram ainda que saltar um muro para chegar à vila, onde estavam à espera os automóveis que os haviam de transportar para as casas clandestinas onde deveriam passar a noite.
texto e ilustração daqui


PENICHE 3

A renda de bilros

A Rendilheira (por Fenando da Silva)

Escola de Renda

O Dia da Rendilheira será celebrado a 23 de Julho, entre as 15:00 e as 19:00, no Jardim Público da cidade de Peniche, com rendilheiras a trabalhar ao vivo. «Desde a sua criação em 1994, este dia dedicado a quem conhece bem os seus bilros tem tido uma afluência média de participação de cem rendilheiras a mostrarem as suas “teias” tecidas por inúmeros bilros num ziguezaguear constante.»


publicado aqui

quinta-feira, agosto 16, 2007

154. HÁ DIAS DE SORTE!

Entre os meus (poucos) blogs de visita diária obrigatória (salvo dias de desatinanço total) encontra-se o Atum Bisnaga (http://atumbisnaga.blogspot.com/) onde a Franksy nos delicia com excelentes fotos do magnífico Atum, o gato com o mais vasto clube de fans da blogosfera e estrangeiro. O meu Poker, gato riscado, ex-vadio, de orelha rasgada e coração de grande senhor compreende esta minha fixação e, magnanimamente, deixa passar. Hoje a sua magnanimidade foi compensada e no Atum Bisnaga, sob o título Bluff, lá estamos nós, com grande destaque, com a foto e legenda que se seguem.

fotografia totalmente dedicada a Maria Eduarda Colares e ao Poker!

Obrigada, Franksy e Atum! Sem bluff nem nada, hoje quem ficou a ganhar fomos nós!
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O Poker, a quem a fama inesperada não retira a natural modéstia e compostura.
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Nota: Esta coisa de o Ás ser sempre o gato branco traz água no bico... isto é, nos bigodes!