O Detesto Sopa teve várias nomeações na corrente dos 5 “blogs que fazem pensar”! Agradeço muito, muito reconhecida aos que o distinguiram com essa honra e espero não os desiludir.Cabe-me, portanto, como nomeada, nomear os 5.
Ando a adiar esse momento porque me parece tarefa de uma dificuldade acima das minhas capacidades.
E isto porque qualquer blog me faz pensar. Aliás, mal ou bem, qualquer coisa me faz pensar. Não sou capaz de não pensar.
Frequento com regularidade quase diária alguns blogs que me estão próximos e neles encontro sempre boa companhia e motivo para uma descoberta, uma reflexão, um sorriso, um aperto na garganta, uma ansiedade, uma esperança. Esses são os meus blogs de eleição porque ou o coração, ou a razão, ou o simples acaso os colocaram no meu “bairro” da blogosfera. São companheiros com quem convivo por paixão, por amizade ou por simpatia. Outros poderei ter visitado uma vez por acaso, ou de tempos a tempos, ou até mesmo com uma certa regularidade. Uns e outros têm uma coisa em comum: fazem-me pensar.
Uns fazem-me pensar como é deslumbrante descobrir pessoas que de outra forma nem sonharia que existem. Outros fazem-me pensar como é bom ter alguém que quer partilhar a descoberta de um filme, de uma série de televisão, de um escritor, de um artista plástico, de um músico. Outros fazem-me pensar como deve ser difícil ter a coragem de assumir certas opções menos bem aceites pela sociedade. Outros fazem-me pensar como uma piscadela de olho pode ser gratificante. Há também os que me fazem pensar que é lamentável que alguém dedique o seu tempo a desrespeitar os outros, a provocá-los, a amesquinhá-los. Depois temos aqueles que me fazem pensar que felizmente existem blogs porque assim há solidões que se tornam menos dolorosas. Merecem um lugar de destaque os que me fazem pensar como o humor inteligente pode ser uma arma poderosa. E aqueles que me fazem pensar que quando se vive um grande amor é permitido postar quase tudo sem medo do ridículo. Ah, por favor, reservem um espacinho para os que me fazem pensar que uma vida que começa carrega todas as esperanças. E para aqueles que me fazem pensar em lutas muito duras, em dores muito profundas, em alegrias muito grandes. E os que me fazem pensar em cidades, poetas, músicas, culturas, civilizações, formas de pensamento. E os que me fazem pensar em que a vida é curta demais para tudo o que nos falta viver, conhecer, sentir, amar, rir, brincar, inventar, cantar, escrever, pintar, confessar.
A todos, obrigada por me fazerem pensar. E desculpem-me por não conseguir escolher 5.












Mas, curiosamente, do que tive mesmo saudades foi de ir à Praça da Figueira com a minha avó.
Tenho saudades de, feitas as compras, ir à Confeitaria Nacional, na esquina da Praça da Figueira, e sentar-me a uma mesa, sobre a qual colocava os meus tesouros recentemente adquiridos, enquanto esperava o galão morno e o “húngaro”. E posso assegurar que nunca houve melhores húngaros em toda a cidade de Lisboa!

