sexta-feira, junho 29, 2007

131. GRACINDA CANDEIAS

DAMA DA NOITE 4 (130x90 cm. Técnica mista.)
"Gracinda Candeias abre a porta do seu atelier para apreciação plena da obra da artista no seu ambiente de trabalho, com preços ex-works"
Assim se pode ler o convite em:
onde se pode igualmente ter uma antevisão do que esta mulher luminosa, cheia de talento, de garra e de alegria de viver e de criar tem para nos propor durante este fim de semana.
Olhem que promete! E o fim de semana não dura sempre! A Gracinda assegura que tem lá motivos de sobra para tornar a visita um momento muito agradável de convívio e descoberta... e eu acredito porque o convívio com a Gracinda é sempre um prazer.
Não deixem de visitar o blog e, já agora, de aceitar o convite da Gracinda Candeias. Eu depois conto como foi e vão ter pena de não terem aparecido!

domingo, junho 24, 2007

129. DE VOLTA À REALIDADE

O Brasil foi magnífico, nas suas cores, sons e propostas variadas.
O Rio de Janeiro continua lindo. É uma cidade que se despede de nós num aeroporto que tem nome de músico, Tom Jobim.

O Detesto Sopa esteve fechado para obras mas está agora de volta. Aos amigos que por aqui passaram entretanto e deixaram uma palavra para marcar a sua passagem, o meu agradecimento. Estou contente por vos reencontrar.

128. E O GRANDE PRÉMIO DO FICA VAI PARA...

O FICA - Festival Internacional de Cinema de Ambiente, que decorreu de 12 a 17 de Junho em Goiás, Brasil - é um dos mais importantes festivais de cinema ambiental do mundo. Ainda há Pastores, de Jorge Pelicano, trouxe este ano para Portugal o Grande Prémio desta competição. Jorge Pelicano, o realizador, e Hermínio, um dos últimos pastores da Serra da Estrela e intérprete do filme, estiveram lá para receber o galardão. E nós para aplaudir, numa sessão vibrante de entusiasmo e emoções.

127. CORES, SONS E SABORES DE GOIÁS





"Vida boa!" - exclamação de um habitante de Goiás, ao sentar-se num banco de jardim, num fim de tarde cálido e macio, como todas as coisas em Goiás.


Artesanato e ambiente.

Goiás.com - o restaurante.

126. PARADA DO ORGULHO GAY, EM S. PAULO









Falou-se em três milhões, falou-se em quatro milhões. Fiquemos pelos três milhões e meio. Na Avenida Paulista, em plena S. Paulo, foi a grande festa. Desfilaram durante horas com muita alegria, ritmo, cor, e um grande orgulho, talvez orgulho por saberem que estavam numa cidade onde, apesar de tudo, esta grande manifestação pode decorrer com o mais total civismo e respeito pelos outros, sem perder a enorme alegria de estar vivo e gritá-lo bem alto.

125. ARTE E ARTISTAS



No mam - museu de arte moderna - de S. Paulo existe uma parede que se destina a receber rotativamente trabalhos de artistas que procuram novas oportunidades. Após alguns meses, este artista dará lugar a um novo.

sexta-feira, junho 08, 2007

124. 07.06.2007

Feriado. Dia do M. pequeno. Após escolha muito criteriosa porque o tempo não é para matar, mas sim para fazer viver, a opção foi pelo Tejo para turistas, a bordo de um velho cacilheiro devidamente recauchutado. Parte do Terreiro do Paço, de Abril a Outubro, todos os dias, às 15 horas. São duas horas a descansar o olhar numa cidade que normalmente não vemos. Ficam as saudades dos velhos cacilheiros, sem make-up.

E Lisboa estava linda! Que o digam os milhares de máquinas de fotografar e de filmar que não tiveram descanso.(para ver como estava mesmo bonita, clicar nas imagens, que ficam maiores)

Depois, no Terreiro do Paço, a Tree Parade. À semelhança da Cow Parade, foram distribuídas árvores pelas escolas do país, para serem decoradas pelos alunos. Estão expostas com as respectivas "fichas técnicas" que nos permitem saber de onde vêm. O tema é o ambiente, a protecção da floresta, as ameaças a que a natureza está exposta. Muita gente com crianças e sem, a ver, a comentar, a fotografar, a gostar.

123. A PREFERIDA DO M. PEQUENO

quarta-feira, junho 06, 2007

122. DESCULPEM... NÃO QUERO SER DEMASIADO INSISTENTE...

... mas já observaram bem um lemur? Eu acho que este está a fazer ioga. É mesmo irresistível.

121. O JOHN CLEESE E EU TEMOS RAZÃO!

E provavelmente haverá muito mais gente a partilhar esta paixão. Não é irresistível?

120. JOHN CLEESE É IRRESISTÍVEL. OS LEMURES TAMBÉM.

John Cleese é genial. É um facto reconhecido mundialmente. John Cleese é louco por lemures. Este facto é também bastante reconhecido, devido às inúmeras campanhas que ele faz em favor deste que me arriscaria a considerar o meu animal favorito.

119. REFORMA AOS 82


Paul Newman retira-se, aos 82 anos, por achar que "já não tem confiança na memória nem na capacidade de improvisação". Vai dedicar-se apenas à caridade e à restauração. Que mais é que se pode exigir?

segunda-feira, junho 04, 2007

sexta-feira, junho 01, 2007

116. COISAS DE QUE TENHO SAUDADES VI

Tenho saudades da Feira do Livro. É verdade! Dir-me-ão que é fácil, basta chegar ao Saldanha, descer a Fontes Pereira de Melo e lá estamos na Feira.

Mas do que eu tenho saudades é da Feira do Livro na Avenida da Liberdade. Voltarão a dizer-me que não há assim tantas diferenças para que esteja saudosa da Feira.

Mas estou.

Dantes a Feira do Livro era um dos acontecimentos do ano, juntamente com a Feira Popular, as Marchas, o hóquei em patins, o Festival da Canção e pouco mais. Era a única oportunidade para se comprarem os livros a preços especiais, os "preços de feira". Não era muito diferente da que existe hoje, mas era única e era uma grande festa.

Aguardava-se a inauguração da feira com expectativa. Uns dias antes, quando começavam a montar as barraquinhas, em forma de livros abertos, pela Avenida acima, dizia-se logo: "Vai começar a Feira" e era com impaciência que se esperava o dia em que se ia dar "uma volta". Ver, farejar as novidades, pedir os catálogos. Mas não era dia de comprar, ainda. Depois havia um compasso de espera, para fazer render o sabor da Feira.

Tenho saudades de sentir o frenesim da espera, de adiar o grande momento, para o saborear melhor. Apesar de viver numa casa onde não faltavam os livros, onde os clássicos e os menos clássicos foram sempre companhia, a Feira era anualmente o pretexto para ver o que se editara de novo, para comprar o que tinha ficado adiado da Feira do ano anterior, para se descobrir entre os "livros de ocasião" um título antigo que interessava.

Tenho saudades dessa sensação de ter de escolher os livros, atenta e criteriosamente. De ir para casa com um braçado de catálogos das editoras - recordo os Livros do Brasil, a Europa-América, a Ulysseia - que conservava ao lado da cama, que lia e relia até quase saber de cor (creio que ainda hoje sei de cor e por ordem os títulos de certas colecções). Munida de um lápis, ia fazendo as minhas escolhas e negociando com os meus pais (se tu vais comprar este, então eu compro o outro e podias comprar mais aquele, ainda... que achas?). Havia títulos que iam passando de ano para ano, porque algumas novidades editoriais pareciam mais atraentes, como os Nobeis, os Goncourts, e outros, revelando-se muitas vezes tremendas desilusões. Feita a escolha, retirado este da lista, voltado a incluir, retirado o outro, lá chegava a uma selecção final. Tratava-se então de contar o dinheiro amealhado para a ocasião. Dois ou três eram oferecidos pelo meu pai. O meu avô contribuia com mais um. A minha avó sugeria-me um adiantamento sobre uma pequena importância que normalmente premiava a minha passagem de ano, mas depois os resultados teriam de corresponder, porque o prémio já lá estava. Mais uns trocos que se iam poupando da semanada e lá ia eu, catálogos em punho, fazer as minhas compras.
A sensação era exaltante. Os livros tão cobiçados nas prateleiras, tão desejados e tão ansiosamente aguardados, iam passando para as minhas mãos, um a um. Foi assim que travei conhecimento, nos doces anos da infância com a Condessa de Ségur, com A Princesinha, O Pequeno Lorde, e toda a Colecção Azul, a Berthe Bernage, as Mulherzinhas e depois com o mundo que se abriu à minha frente deslumbrante, para nunca mais se fechar, com a Fiesta, do Hemingway, com O Nosso Agente em Havana, do Graham Green, com a Cidade das Flores (obrigada, Abelaira, por esse maravilhoso romance!), com Erico Veríssimo (ah, o Olhai os Lírios do Campo...), com Jorge Amado, com Aldous Huxley, com Kafka, Brecht, José Gomes Ferreira, Pearl Buck, Stephen Zweig, António Nobre, Nabokov, Somerset Maugham, Harold Pinter, Pirandelo, Osborn, Paternak, Gide... e tantos, tantos.
Hoje a Feira do Livro estende-se a todos os pontos de venda. Preços de "feira", descontos especiais, promoções, dia disto, dia daquilo, e tudo para justificar a redução dos preços, para fazer concorrência à Feira do Parque Eduardo VII. É normal: estamos num país com uma população escassa, envelhecida e com pouquíssimos hábitos de leitura. Portanto há que aproveitar as oportunidades que meia dúzia de vezes por ano se abrem ao livreiro.

Mas ir à feira já não é a festa que era. E tenho saudades da festa.